MAIS DO QUE QUEM MATOU, QUEM MANDOU MATAR MARIELLE E ANDERSON É URGENTE O FIM DA IMPUNIDADE CONTRA OS PARASITAS CRIMINOSOS ENTRANHADOS NA ESTRUTRA DO ESTADO

Rio de Janeeiro RJ 15 01 2019 A viúva de Marielle Franco, Mônica Benício, refaz Grafite em homenagem a Marielle, feito por Malala Yousafzai na comunidade Tavares Bastos, no Catete foto Fernando Frazão/Ag.Brasil

 

No dia 24 de março, dias depois em que se completou 6 anos do crime político que retirou a vida da vereadora do PSOL Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes, o Supremo Tribunal Federal (STF) mandou prender os mandantes do crime que foram revelados por aqueles que atiraram a bala que arrancou a vida de Marielle e Anderson.

Os criminosos presos são o deputado federal que era até então do União Brasil, Chiquinho Brazão, seu irmão Domingos Brazão, conselheiro do Tribunal de Contas do RJ e o delegado Rivaldo Barbosa que era chefe da Polícia Civil na época dos assassinatos.

Um deputado, um ex-vereador e membro do Conselho do Tribunal de Contas, um delegado de Polícia, todos eles dentro da  estrutura do Estado, seja no parlamento, no executivo e em seu braço armado mandaram matar Marielle, uma mulher, negra, lutadora em defesa dos direitos humanos, feminista, de um partido de esquerda, mataram também mais um trabalhador, Anderson era motorista na Câmara Municipal.

Todos esses criminosos têm ligação orgânica com as milícias do Rio de Janeiro, o braço armado oficioso do Estado, as investigações feitas pela Policia Federal ainda são limitadas, pois o que faz esses parasitas matarem vai além da especulação imobiliária em diversas comunidades da cidade.

O Rio de Janeiro se transformou no laboratório do crime praticado pelos agentes do Estado, seja no Parlamento, Executivo e Judiciário se escancaram como as estruturas do Estado são utilizadas para as práticas mais variadas de crimes indo da corrupção aos assassinatos.

No ano em que Marielle e Anderson foram assassinados vivíamos num Brasil um dos anos mais difíceis das últimas décadas, um candidato a presidente da direita, misógino, racista, homofóbico avançava para se eleger e com ele os vermes saudosos da ditadura militar que odeiam  a classe trabalhadora e suas Organizações.

O assassinato de Marielle foi um crime político para tentar calar a voz de uma mulher negra e lutadora, foi um crime político praticado por aqueles que escorados na estrutura do Estado tentam calar a voz daqueles que lutam e atacar suas Organizações.

Importante prender quem matou, quem mandou matar, mas há ainda dentro da estrutura do Estado mais criminosos que são parte ou cúmplices de mais esse crime político.

 

Portanto a luta segue pelo fim da impunidade, a luta segue contra esse sistema de morte em que o Estado  é a estrutura que potencializa a violência do Capital que arranca vidas da classe trabalhadora pelas armas oficiais o oficiosas do braço armado de seu Estado.