60 ANOS DO GOLPE MILITAR FINANCIADO PELO CAPITAL: SEM ESQUECIMENTO, SEM PERDÃO LEMBRAR E LUTAR PARA QUE NÃO SE REPITA

São Paulo SP 06 08 2019-Ato “Ditadura Nunca Mais” na avenida Paulista com a presença da sociedade civil sindicatos e movimentos sociais. Foto Roberto Parizotti

 

No dia 31 de marco de 1964 os militares à serviço do Capital deram um golpe no Brasil, a partir de então foram mais de 20 anos de ditadura militar que ceifou a vida de centenas de trabalhadores e estudantes, tantos outros foram brutalmente torturados, presos e exilados do país,

O golpe teve por objetivo conter a luta da classe trabalhadora e impor mais e melhores condições para que o Capital se desenvolvesse no país as custas de mais exploração, arrocho e péssimas condições de vida e trabalho contra a classe trabalhadora.

Mais de mil Sindicatos sofreram intervenção, centenas de lideranças dos trabalhadores e do movimento estudantil foram presas, torturadas e mortas.

Depois de 20 anos, no início dos anos de 1980 veio a anistia e o processo de redemocratização no país, mas essa anistia livrou os militares que na estrutura do Estado eliminaram vidas de nossa classe e junto a isso mais um crime: a tentativa de apagamento de um dos períodos mais sombrios da história recente do país.

A falta de memória histórica e a impunidade produzem  a alienação tão potente para fazer ressurgir os vermes saudosos da ditatura militar; a maioria da população trabalhadora no Brasil desconhece de fato o que significou para sua vida mais de 20 anos de ditadura militar no Brasil, as  gerações vindas depois desse período são órfãs de conhecimento de sua própria história como classe, desconhecem que os direitos diariamente atacados são fruto da luta de nossa classe que enfrentou o Capital e seus agentes que na estrutura do Estado prenderam, torturaram e mataram  muitos de nossa classe  que se colocaram em luta por esses direitos..

A consequência disso é o que vivemos recentemente no Brasil, a eleição para presidente em 2018 de um saudoso da ditadura militar, um ex-militar, que nas últimas décadas viveu escorado na estrutura do Estado como vereador, deputado e que enganou milhões dizendo ser o novo na política, um racista, misógino, que odeia a classe trabalhadora e suas Organizações.

São tão saudosos e defensores da ditadura militar que inconformados com a derrota eleitoral em 2022 tentaram impor mais um golpe: é isso que significou os bloqueios nas estradas e acampamentos em frente aos quartéis em 2022, foi isso o que significou a invasão em Brasília em janeiro de 2023.

A ação golpista foi planejada por Bolsonaro, seus agentes na estrutura do Estado e financiada por vários setores do Capital.

Lembrar, exigir punição e lutar para que não se repita: na estrutura do Estado, o braço armado tenta manter o apagamento histórico do que significou o golpe militar para que sigam impunes seus crimes, os que tentaram a reedição de um golpe agora tentam anistia para seus crimes e contra isso é preciso revelar a história e exigir punição aos golpistas de ontem e hoje.

O governo do PT para defender seu projeto de conciliação de classes segue fazendo mediações com os militares para além de manter seus privilégios não enfrenta a investida da desinformação e de apagamento da história e dessa forma potencializa a alienação que tanto ajuda o Capital a manter a exploração e opressão contra a classe trabalhadora.

Por tudo isso é preciso lembrar e revelar o que significou a ditatura militar, denunciar o crime que ceifou a vida de uma grande parte de nossa classe e nesse momento exigir punição, nenhuma anistia para aqueles que planejaram e patrocinaram a tentativa de mais um golpe no Brasil.

NÃO TEM ESQUECIMENTO, NEM ANISTIA E CONCILIAÇÃO:  CADEIA

PARA OS GOLPISTAS.