GREVE DOS FERROVIÁRIOS EM SÃO PAULO MOSTRA O DESASTRE DA PRIVATIZAÇÃO PARA A CLASSE TRABALHADORA

Os ferroviários realizaram greve de dois dias nos trens que percorrem a grande São Paulo e a capital a greve atingiu as linhas privatizadas e mais do que a luta da categoria por seus empregos e direitos, o movimento foi um grito necessário sobre o quanto a privatização tem piorado as condições de vida e trabalho para o conjunto da classe trabalhadora.

Depois da firme disposição de luta dos trabalhadores, o governo privatista de Tarcísio de Freitas/Republicanos teve que recuar e se comprometeu em audiência no Tribunal Regional do Trabalho a enviar projeto de lei para Assembleia Legislativa de São Paulo para que todos os trabalhadores nas linhas ferroviárias agora privatizadas sejam realocados em outros órgãos do serviço público estadual.

Mas é preciso seguir a luta contra a privatização: dias após a concessão de uma das linhas ferroviárias para empresa Trivia-Trens, a linha 12- Safira operada por essa concessionária privada escancarou o descaso do Capital, um curto-circuito provocou um incêndio que espalhou o pânico aos trabalhadores que estavam no vagão a caminho do trabalho.

As privatizações da SABESP, a empresa privada Enel e as privatizações de linhas de trens e metrô a cada dia escancaram que o único objetivo de entregar o público para o privado é garantir ao Capital a expansão de seus lucros, enquanto para a classe trabalhadora as consequências são a piora drástica do atendimento, o aumento dos gastos e a precarização das condições de vida e trabalho.

Lutar contra a privatização é lutar por direitos básicos, uma luta que não avança se ficar restrita somente às categorias diretamente afetadas em seus empregos e direitos, essa luta tão fundamental só avançará quando estiver enraizada nas lutas gerais da classe trabalhadora.