No estado de São Paulo a cada dia se escancara a crueldade provocada pelas privatizações contra a classe trabalhadora. Falta de luz e água, acidentes graves nas linhas de trens e metrô.
Acidentes provocados pela SABESP privatizada atingem vidas e impedem o acesso a água, a Enel segue provocando apagões de energia principalmente nas periferias da cidade, tudo resultado da privatização.
Há poucos dias, as linhas de trem da CPTM Coral, Safira e Jade recentemente privatizadas trouxeram pânico e caos para a população trabalhadora por conta de um curto-circuito em uma das linhas que gerou um incêndio e paralisou todas essas linhas.
Além do absurdo de restringir e negligenciar o acesso digno à água, luz, transporte, o processo de privatizações e terceirizações nos serviços que deveriam se manter públicos agora atinge os filhos de nossa classe.

Abidulayane Dieng de 1 ano e 4 meses, filho de imigrantes morreu preso entre as estruturas de uma grade onde estava sozinho sem o cuidado de nenhum adulto, um bebê de 1 ano morreu porque estava só dentro de uma creche conveniada com a Prefeitura, um CEI (Centro de Educação Infantil) terceirizado.
Foram muitas as reclamações de mães e pais trabalhadores contra a forma de funcionamento do CEI Luz do Brás que tem pouquíssimos funcionários e não garante as devidas condições de atendimento e cuidado com seus filhos.
Abidulayne, um bebê, filho de pais senegaleses que chegaram ao Brasil em busca de melhores condições de vida e trabalho agora choram porque tiveram a vida de seu filho arrancada.
A vida de uma criança foi arrancada para além da negligência, pela ação criminosa do que significa a sanha privatista tanto do governo do Estado sob o comando de Tarcísio de Freitas/Republicanos, como pelo prefeito da cidade de São Paulo Ricardo Nunes/MDB.
Nessa semana uma manifestação em frente a creche em que o crime provocado pela sanha privatista aconteceu, reuniu mulheres e homens trabalhadores, mães e pais que exigem proteção à vida das crianças e justiça por Abidulayane Dieng.
A tristeza que dilacera os corações de mães e pais, o pânico de quem estava nos vagões incendiados, a falta de água e luz para o atendimento básico dentro das casas é sentido pela classe trabalhadora que precisa desses serviços essenciais entregues para o Capital transformá-los em mercadorias. Portanto, lutar contra as privatizações e a terceirização é lutar em defesa da vida.