É CRUEL, DESUMANO E CRIMINOSO

Não é de agora, está no DNA do governo Bolsonaro o desrespeito pelas vidas humanas.

Antes de ser presidente Bolsonaro já vociferava seu ódio por mulheres, negros, LGBT´S, pelo conjunto da classe trabalhadora. Defensor da ditatura militar financiada pela burguesia, Bolsonaro disse que o erro na ditadura foi não ter matado mais pessoas que lutavam por democracia e melhores condições de vida e trabalho.

Nos primeiros meses de seu governo para se mostrar um serviçal competente aos interesses do Capital, Bolsonaro lançou seu programa contra a classe trabalhadora começando por uma reforma da Previdência com o apoio da maioria do Congresso Nacional em que impôs uma sentença aos trabalhadores de trabalhar até praticamente a morte para talvez um dia conseguir se aposentar.

O governo combateu as fiscalizações na Amazônia, deu amparo aos grileiros e abriu mais espaço para que agronegócio avançasse contra as terras indígenas e quilombolas apoiando as ações violentas que já vitimaram centenas de pessoas que vivem na floresta e no campo.

Durante a tragédia da pandemia que ainda não acabou, Bolsonaro negligenciou a gravidade da doença, combateu o devido distanciamento social, defendeu e promoveu aglomerações, riu e tripudiou da dor de milhares de famílias que choravam as vidas arrancadas dos seus pelo vírus, pela fome e pela ação desse governo.

O governo combateu a vacina e quando se viu derrotado em sua campanha contra a imunização tentou tirar proveito montando um mega esquema de corrupção para compras de vacinas através do Ministério da Saúde que sequer tinham autorização de uso, enquanto combatia a compra de vacinas já autorizadas.

Bolsonaro lançou os trabalhadores na mira da fome, através do vírus e da fome, impôs várias medidas que aumentaram as demissões, reduziram salários, retiraram direitos, combateu o auxílio emergencial, as consequências disso são o aumento da carestia, da miséria, da fome.

Ao final de 2021, o governo fez a síntese de seu significado, um governo desumano, cruel e criminoso: através de seu ministro da saúde, Marcelo Queiroga, o governo mostra sua desumanidade e crueldade, que vai além das declarações de que “é melhor perder a vida do que a liberdade”. Para esses genocidas centenas de vidas de pequenos que foram arrancadas por falta da devida vacinação ainda é “pouco”. O governo tenta a todo custo impedir a vacinação de crianças de 5 a 11 anos, como quer transformar o Brasil na “colônia de férias” dos antivacinas ao combater a exigência do comprovante de vacinação para quem chega ao país. Enquanto pais, mães e crianças buscam a vacina, enquanto novos casos de COVID aumentam no país e no mundo, Bolsonaro em férias faz “dancinha” novamente mostrando sua misoginia, enquanto dezenas de pessoas morreram na Bahia e milhares estão desabrigadas por conta das enchentes, Bolsonaro passeia pelo litoral catarinense, debocha da dor de quem perdeu tudo, da dor de quem teve a vida dos seus levada pelas enchentes que devastaram cidades inteiras, recusa ajuda vinda da Argentina para as vítimas das enchentes porque sua preocupação só é a eleição de 2022.

Só se indignar com a postura desumana e cruel de Bolsonaro nesse final de 2021 não basta, como também não basta ficar em contagem regressiva para o ano de 2022 e achar que só as eleições mudarão a realidade em que vivemos, em que milhares estão morando nas ruas, em que pessoas buscam por ossos para colocar comida em casa, em que pessoas desmaiam nas unidades básicas de saúde por causa da fome.

Bolsonaro, seu governo e sua família de milicianos devem ser derrotados para além das urnas, é preciso junto com a solidariedade que só a classe trabalhadora sabe colocar em movimento nesses momentos de tanta dor, avançar na luta nos locais de trabalho e nas ruas para pôr fim a esse governo e exigir punição a todos seus crimes.