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CUT SE UTILIZA DA MENTIRA E DA BAIXARIA PARA GANHAR A ELEIÇÃO DO SISMMAC EM CURITIBA Seguiremos firmes na base junto ao Magistério no enfrentamento contra os ataques do governo Greca e unidos ao conjunto da classe trabalhadora no enfrentamento contra o Capital e o genocida governo Bolsonaro

As eleições do Sindicato do Magistério Municipal de Curitiba/PR ocorridas nos dias 06, 07 e 08 de outubro foram marcadas por intenso ataque do governo Greca aos direitos do funcionalismo público e pelo oportunismo e desrespeito da CUT à classe trabalhadora.

Ataques do governo que pretendem destruir direitos dos servidores e os serviços públicos que atendem a população trabalhadora: depois de quase dois anos fora das escolas, submetidos ao home office por conta da pandemia o magistério voltou às escolas tendo o retorno marcado pelo desrespeito imposto pelo desgoverno Greca. Ataques à Previdência e aos salários que tiveram redução em 3,14% há poucas semanas antes da eleição do Sindicato, pois o governo retirou o reajuste de 2020 que nada mais era do que as perdas acumuladas ao longo do ano.

Em todos esses momentos a atual direção do SISMMAC, além de encaminhar as devidas ações judiciais exigindo a recuperação de direitos desrespeitados, esteve junto à categoria mostrando que só isso não basta, é necessário retomar a mobilização nos locais de trabalho e junto à comunidade, pois somente assim poderemos impedir a retirada dos direitos e a destruição dos serviços públicos.

Os ataques de agora são parte do aprofundamento do pacotaço imposto pelo governo no ano de 2017, ano em que o magistério junto com a direção do Sindicato construiu uma das maiores greves da categoria, enfrentando um gigante cerco policial patrocinado pelo governo e seus capachos na Câmara Municipal.

A realidade vivida pelas professoras e professores de Curitiba não está apartada do que sofre o conjunto da classe trabalhadora no Brasil e no mundo, num momento em que o sistema capitalista com seus gerentes na máquina do Estado busca o aprofundamento dos ataques aos trabalhadores para a saída de suas crises. Para enfrentar isso não tem outro caminho que não seja a união e a luta do conjunto de nossa classe.

Em uma década o trabalho feito pela atual direção do Sindicato junto com a Intersindical fez com que o SISMMAC voltasse a ser o instrumento de luta e defesa dos trabalhadores: com independência em relação aos patrões e governos, autônomo em relação aos partidos e firmes com a base, em 2011 a atual direção do Sindicato junto à Intersindical derrotou a chapa da CUT e retomou o Sindicato para o magistério e para a luta.

De lá para cá a luta foi retomada, as greves de 2012 e 2014 garantiram reajuste salarial, correção de perdas e distorções das décadas anteriores, plano de carreira, derrotaram a meritocracia e manteve direitos que os sucessivos governos tentavam retirar.

Em menos de um ano de mandato foram mais de mil novas sindicalizações, demonstração do ânimo da categoria em ver seu Sindicato como instrumento de luta e defesa. O respeito e o cuidado com o patrimônio da categoria tiveram como resultado a compra da sede própria do SISMMAC, a ampliação dos recursos e o mais importante: o zelo da direção com as finanças do Sindicato possibilitou ter um fundo de greve capaz de sustentar a mobilização da categoria.

O SISMMAC rompeu com a burocracia e os conciliadores de classe, nos Congressos realizados nessa última década a categoria decidiu pela desfiliação da CUT e da CNTE, como também decidiu se somar à Intersindical- Instrumento de Luta e Organização da Classe Trabalhadora, rompemos com o oportunismo e o peleguismo e nos unimos à nossa classe.

Os recursos empenhados na solidariedade e na organização junto a classe trabalhadora foram devidamente aprovados nas instâncias da categoria e bem menores do que era utilizado pela direção cutista para bancar a Central e a Confederação que há tempos se transformaram em instrumentos de submissão aos interesses dos patrões.

O magistério de Curitiba só avançou em suas lutas porque voltou a ser parte da luta geral da classe trabalhadora e contribuiu para animar outras categorias no Paraná a também se colocarem em movimento e retomar o Sindicato como instrumento de luta. Foi assim com os servidores e professores em Araucária, com os trabalhadores nos Correios, com os servidores públicos em Curitiba.

O pertencimento de classe se unindo a luta de têxteis, metalúrgicos, sapateiros, químicos, radialistas, operários na construção civil, trabalhadores nos Correios e tantas outras categorias trouxe o magistério para o seu lugar, ou seja, junto à sua classe, a classe trabalhadora.

A CUT se travestiu de mudança e utilizou dos mesmos métodos sórdidos do governo Bolsonaro, em que o que impera é a mentira, e se elegeu: a CUT enquanto esteve no SISMMAC travou a luta da categoria, financiavam a CUT e a CNTE, uma central e uma confederação que há muito tempo deixaram de organizar a luta dos trabalhadores, que abaixaram a cabeça para os governos do PT, submeteram os Sindicatos aos interesses dos gabinetes de seus parlamentares e buscaram a conciliação com os patrões, o resultado disso foi uma sucessão de derrotas para a classe trabalhadora.

Nessa eleição, desrespeitando a categoria impuseram mentiras envolvendo o patrimônio do SISMMAC, tentaram transformar solidariedade de classe em desvio de dinheiro e a decisão dos trabalhadores em estarem numa Organização que de fato organiza a luta junto à classe trabalhadora em isolamento.

Se utilizando dos métodos preferidos do governo Bolsonaro, a CUT investiu nas fake News em seus jornais e rede sociais, mentiu descaradamente sobre as finanças do Sindicato, tratou os trabalhadores de outras categorias como se fossem seres humanos inferiores aos professores, se empenhou no retrocesso da consciência chegando ao ponto de falas homofóbicas por membros de sua chapa e de forma oportunista se aproveitou desse momento de intenso ataque ao conjunto da classe trabalhadora para seus interesses eleitorais.

As professoras e professores da CHAPA 1 junto à Intersindical se preparam para a reorganização do trabalho na base, agora novamente como Oposição nosso compromisso segue: ter um Sindicato independente em relação aos patrões e governos, autônomo em relação aos partidos, enraizado na base e na luta do conjunto da classe trabalhadora. Fazendo o devido balanço para superar as limitações e erros no trabalho de organização no último período com a categoria, seguirão junto e firmes ao magistério de Curitiba e cada vez mais junto à nossa classe.  

 

 

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