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EM DEFESA DA SAÚDE E DA VIDA DA CLASSE TRABALHADORA Ato organizado pelo SINSPREV/SP e pela Intersindical mostra a importância de lutar em defesa do SUS e contra a reforma administrativa do governo Bolsonaro

Aconteceu na manhã de hoje, um ato organizado pelo Sindicato dos Trabalhadores na Previdência de SP e pela Intersindical no Posto de Atendimento Médico (PAM) Maria Zélia em São Paulo, mais uma manifestação na luta em defesa do SUS e contra a reforma administrativa do governo Bolsonaro.

O ato teve grande participação dos servidores públicos, trabalhadores nas organizações sociais e demais nas empresas terceirizadas que trabalham no local e contou com o apoio da população trabalhadora.

No ato estavam além dos trabalhadores da saúde, metalúrgicos, radialistas, trabalhadores de diversas categorias, pois a luta em defesa do SUS e contra a reforma administrativa do governo Bolsonaro é uma luta do conjunto da classe trabalhadora. 

A proposta de reforma administrativa do governo Bolsonaro significa privatizar tudo que pode se tornar mercadoria para as empresas privadas e assim acabar de vez com o acesso dos trabalhadores e mais pobres à Saúde, Educação, Seguridade e Previdência social. 

O governo abre a porteira para a privatização dos serviços públicos, ataca direitos de quem atende diretamente a população trabalhadora e mantém os privilégios daqueles que estão na Presidência (o presidente e sua turma), no Congresso Nacional, no Judiciário e nas Forças Armadas.

O governo quer acabar com o SUS o que significa acabar com o direito de proteção à saúde: o SUS é o único sistema de saúde que vai desde à consulta até aos atendimentos, cirurgias e tratamentos mais complexos que os planos de saúde privados não cobrem.

No final de outubro, o governo Bolsonaro fez um decreto que durou menos de um dia onde pretendia entregar o SUS para as empresas privadas. Falou que era para concluir obras de Unidades Básicas de Saúde e Hospitais, mas na verdade o que pretende é privatizar o sistema público de saúde, o que significa piorar o atendimento e obrigar os trabalhadores a pagar. O governou recuou por enquanto o por causa da mobilização em defesa do SUS, mas ele continua querendo acabar com esse direito que é fruto da luta dos trabalhadores.

O SUS tem sido atacado a cada governo, terceirizações, organizações privadas escondidas no nome de organizações sociais tentam acabar com um dos maiores e melhores sistemas de saúde pública do mundo. 

A tragédia que provocou a morte de mais de 160 mil pessoas e contaminou mais de 5 milhões pelo novo coronavírus no Brasil tem responsável: esse governo que tenta acabar de vez com o SUS, que é contra o isolamento, única forma de diminuir a contaminação, que desdenha do uso de máscaras e que diz o absurdo de que se houver uma vacina, toma quem quiser. 

Enquanto milhares de trabalhadores morrem, o governo segue à serviço dos patrões com suas medidas que ampliam o desemprego, o arrocho e a miséria e o ataque aos serviços públicos. 

O único caminho para garantir o direito à saúde e a vida é lutar: foram as lutas do conjunto da classe trabalhadora nas décadas de 70 e 80 que derrubaram a ditadura e garantiram a criação do Sistema Público de Saúde (SUS). 

Também foi a luta dos trabalhadores que impediu o fim do SUS atacado por cada governo de plantão à serviço das empresas privadas que querem lucrar com a doença e o sofrimento de milhões que precisam de atendimento no serviço público

Segue sendo a luta dos trabalhadores contra a reforma administrativa e todos os ataques dos patrões e governos que garantirá o SUS público, gratuito, universal e de qualidade para todos. 

Essa é uma luta da classe trabalhadora dos que estão empregados, desempregados e na informalidade, do funcionalismo público, uma luta do conjunto dos trabalhadores. Uma luta em defesa da saúde e da vida. 

 

 

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