SINTCOM/PR – Após mobilização dos trabalhadores, gerente do CDD Fazenda Rio Grande perde o cargo

Por SINTCOM/PR

Os trabalhadores tiveram uma vitória importante na luta contra a truculência e o assédio das chefias com a saída do gerente do CDD Fazenda Rio Grande, que perdeu o cargo em novembro. As denúncias contra esse gestor se arrastam desde 2013, quando ainda era gerente no CDD CIC. Além de recusar atestados médicos, também foi acusado de perseguir politicamente os trabalhadores combativos que participavam das atividades do Sindicato.

A queda desse gestor é fruto da luta dos trabalhadores, que não se intimidaram diante das dificuldades e foram à luta contra a truculência da chefia e por melhores condições de trabalho. A indignação e a revolta da categoria forçaram a ECT a reconhecer que os trabalhadores estavam com a razão. Isso prova que a união e a mobilização dos trabalhadores são mais fortes do que as tentativas de perseguição movidas pela direção da empresa. Só a luta muda a vida!

No CDD Fazenda Rio Grande, os trabalhadores estão em estado de greve desde o dia 7 de outubro reivindicando o fim do assédio moral e novas contratações. Em assembleia, a categoria decidiu que entraria em greve por tempo indeterminado caso a empresa não tomasse alguma providencia para resolver o problema até o início de novembro. A queda do gerente foi a primeira conquista dos trabalhadores do CDD Fazenda Rio Grande, que voltam a se reunir em assembleia neste dia 11 de novembro para definir os próximos passos do luta.Clique aqui para conferir o edital de convocação.

No CDD CIC, os trabalhadores também não se calaram diante das péssimas condições de trabalho e da perseguição desse gerente. Em 2013, a unidade paralisou duas vezes. Na primeira greve, realizada no dia 18 junho de 2013, os trabalhadores conquistaram 13 novas contratações e alguns outros avanços, mas a Empresa manteve o gerente em período de `avaliação`. Em setembro, a categoria voltou a cruzar em braços reivindicando a reintegração de um trabalhador demitido injustamente e a substituição da gerência truculenta. A direção dos Correios tentou manter o gerente na unidade, mas depois teve que transferi-lo para o CDD Fazenda Rio Grande.

Assédio institucional

O gerente foi transferido do CIC para Fazenda Rio Grande, mesmo após as denúncias, porque a direção dos Correios utiliza o assédio moral como instrumento de controle dos trabalhadores. Ao invés de investir na contratação de pessoal e na melhoria das condições de trabalho, a ECT usa a truculência da maioria das chefias como ferramenta para impor mais sobrecarga aos trabalhadores. O clima tenso, cheio de ameaças indiretas, é criado para que cada ecetista aceite cumprir as dobras, horas-extras e a cobrança de resultados sem reclamar, cumprindo o trabalho que seria de dois ou três.

Se os trabalhadores não se organizam para mudar essa realidade, aumentam os casos de adoecimento e sofrimento na unidade. Por isso, o primeiro passo para enfrentar a sobrecarga de trabalho e o assédio moral é a união e a mobilização dos trabalhadores!