Na manhã do dia 15 de setembro, faleceu a companheira Maria Amélia de Almeida Teles. Amelinha Teles, lutadora feminista, sobrevivente da ditadura militar financiada pelo Capital, jornalista que dedicou a vida à luta da classe trabalhadora, às liberdades democráticas, à luta das mulheres trabalhadoras.
Amelinha é uma guerreira que foi vítima de tortura brutal nos porões da ditadura, presa no ano de 1972 junto com seu companheiro foi torturada na frente de seus filhos, crianças de 4 e 5 anos de idade.
Amelinha sobreviveu e se fortaleceu na luta que nunca abandonou: é uma das fundadoras da Organização União de Mulheres de São Paulo, participou ativamente da iniciativa que criou as Promotoras Legais Populares, em que mulheres trabalhadoras das periferias se tornaram referência na luta contra a violência e o feminicídio.
Amelinha participou ativamente para contribuir que a memória histórica e coletiva não se apague, dedicou grande parte de sua militância na defesa dos direitos humanos e foi a partir da iniciativa em que ela estava na linha de frente que o criminoso, major do Exército Carlos Alberto Brilhante Ustra foi declarado torturador, decisão confirmada pelo Tribunal de Justiça em 2012. Ustra comandava as sessões de tortura nos porões do DOI-CODI num dos períodos recentes mais sombrios da história do Brasil
Amelinha de fala doce e pulso firme, uma guerreira do bom combate sempre ao lado de sua classe, a classe trabalhadora, seguirá presente em nossa luta pelo fim da opressão e da exploração, pela emancipação da humanidade.
