PARA AVANÇAR NA LUTA POR DIREITOS, POR MELHORES CONDIÇÕES DE VIDA E TRABALHO, É PRECISO DERROTAR A EXTREMA DIREITA NAS URNAS E EXIGIR DO PRÓXIMO GOVERNO LULA AS REIVINDICAÇÕES URGENTES DA CLASSE TRABALHADORA

A Intersindical- Instrumento de Luta e Organização da Classe Trabalhadora respeitando sua concepção e prática decidiu, como assim o fez no processo eleitoral de 2022 se posicionar de forma firme e coerente em relação às eleições gerais de 2026 indicando o voto para presidente em Lula/PT e nas demais candidaturas proporcionais do campo progressista.

Sem nenhuma ilusão com a disputa institucional, sem titubear na exigência das pautas urgentes à classe trabalhadora segue sendo necessário enfrentar e derrotar a extrema direita que continua a se utilizar da alienação para envolver, enganar aqueles e aquelas que sofrem com as consequências do desgoverno criminoso de Jair Bolsonaro/PL que atacou direitos, cortou verbas para políticas públicas como saúde, educação e seguridade, que tem as suas digitais nas centenas de milhares de mortes na pandemia e tentou um golpe contra as liberdades democráticas para se manter na presidência.

A candidatura do filho do genocida Bolsonaro já anunciou que pretende voltar para concluir aquilo que o pai não conseguiu: aprofundar os ataques da reforma trabalhista e da Previdência, atacar as políticas públicas de proteção às mulheres, negros, LGBT’S, indígenas, atacar a Amazônia para defender os interesses do agronegócio, submeter o Brasil aos interesses imperialistas dos EUA, restringir a organização da classe trabalhadora e dessa forma atacar a luta por melhores condições de vida e trabalho.

Com Flávio Bolsonaro/PL e os demais candidatos desse campo à presidência, as candidaturas proporcionais para Câmara e para o Senado dessa mesma direita pretendem barrar qualquer avanço para a classe trabalhadora como fim da escala 6×1, a redução da jornada de trabalho, sem redução salarial e ampliar os ataques ao conjunto da população trabalhadora.

No estado de São Paulo o fantoche de Bolsonaro, Tarcísio de Freitas/ Republicanos privatizou a SABESP, ampliou a terceirização e a privatização das linhas de trens e metrô o que tem levado o caos e a piora das condições de vida para o conjunto da classe trabalhadora. Mesmo assim segue liderando as pesquisas de intenção de votos, principalmente pelas consequências provocadas pela alienação, instrumento utilizado para que essa corja saudosa da ditadura militar financiada pelo Capital siga enganando parte significativa de nossa classe.

A extrema direita vai além dos universos artificiais e superficiais das redes virtuais, invade a crença, a espiritualidade daqueles que nada têm além de se apegar a sua religiosidade e se utilizam desse espaço para enganar e aprofundar a alienação. Falsos pastores, indiciados por violências contra mulheres, crianças e adolescentes vociferam que defendem a família e Deus, quando na realidade o que querem é estar nos espaços do Estado para perpetuar o machismo, o ódio contra mulheres, negros, LGBT`S e aprofundar a miséria enquanto protegem os interesses do Capital.

O voto em Lula em 2022 foi para derrotar Bolsonaro nas urnas e assim contribuímos para que a derrota da extrema direita acontecesse naquele processo eleitoral e da mesma forma o fazemos agora, pois a extrema direita ressurgida dos esgotos da ditadura segue ativa no aprofundamento da alienação.

Indicar o voto em Lula e nas candidaturas proporcionais desse campo não é apoio a seu governo e sim a necessidade que se coloca nesse período da luta de classes.

Tanto em 2018, como em 2022 sem titubear fomos aos locais de trabalho e às ruas chamar o voto na candidatura do PT sem iludir a classe trabalhadora, sem depositar confiança no governo de conciliação de classes, mas como uma necessidade concreta de impedir a permanência da extrema direita na gerência do Estado.

Seguimos durante todo o governo Lula exigindo a revogação das reformas trabalhista e da Previdência, denunciando as ações do governo que vão de encontro aos interesses do Capital e não da classe trabalhadora, como a inércia em relação à revogação das reformas que seguem atacando os trabalhadores, o Arcabouço fiscal, a submissão ao agronegócio em detrimento da proteção aos povos originários, como em governos anteriores do PT muito subsidio aos setores industriais e nenhuma proteção aos empregos e direitos.

Isso não nos causa surpresa e nem decepção, pois não tínhamos nenhuma ilusão de que o governo do PT faria o embate com o Capital, nosso movimento que contribuiu para eleição de Lula tinha e segue tendo como objetivo derrotar a extrema direita nas urnas para garantir melhores condições de avançar em nossa organização e luta.

Assim iremos novamente para as eleições de 2026; indicando o voto em Lula para derrotar as candidaturas da extrema direita e seguir enfrentando o governo da conciliação de classes, exigindo a revogação das reformas trabalhista e da Previdência, enfrentando as investidas de uma nova reforma da Previdência, o Arcabouço fiscal, fortalecendo a exigência do fim da escala 6×1, com a redução da jornada de trabalho, sem redução salarial.

Da mesma forma indicaremos o voto aos governos dos estados e para o Congresso Nacional, na Câmara e no Senado nas candidaturas do campo de esquerda com o objetivo de contribuir na derrota das candidaturas de extrema direita, mas de nenhuma forma buscando nesses espaços o avanço das reivindicações de nossa classe.

Nossa posição em relação à disputa institucional é completamente distinta da maioria absoluta da esquerda no país que se submeteu a institucionalidade e secundarizou o protagonismo da classe trabalhadora no centro da luta contra as opressões e a exploração.

Seguiremos firmes na base, enfrentando os ataques patronais e de qualquer governo de plantão, nas ações de resistência e luta por direitos e melhores condições de vida e trabalho contribuir para o avanço da consciência de classe, fundamental para avançar nas lutas da classe trabalhadora contra o Capital e seu Estado. Dessa forma contribuir para a maior de todas as lutas, pelo fim da exploração capitalista, por uma sociedade socialista.