MAIS UMA VIOLÊNCIA CONTRA AS MULHERES IMPOSTA PELOS MACHISTAS NO SENADO FEDERAL

Durou apenas 1 minuto e 42 segundos a votação realizada essa semana pelo Senado Federal que pode condenar crianças e adolescentes vítimas de estupro a mais violência.

O Projeto de Decreto Legislativo que foi votado na Comissão de Direitos Humanos encaminhado pela ex-ministra do criminoso Jair Bolsonaro, a senadora Damares Alves  derruba resoluções do Conselho Nacional dos Direitos das Crianças e Adolescentes (Conanda) e tenta dificultar ainda mais a realização de aborto seguro pelas vítimas de estupro.

O Projeto de Decreto Legislativo é uma manobra utilizada pelos senadores da extrema direita para tentar impor mais um ataque contra as crianças e meninas vítimas de violência sexual, nesse mecanismo de votação não há necessidade de sanção presidencial depois que for votado em Plenário.

A medida votada cria várias restrições para crianças e adolescentes que foram vítimas  de estupro de terem garantido a realização do aborto seguro  na rede pública de saúde, a medida aumenta a violência e o sofrimento dessas meninas.

Os que impuseram essa votação absurda são os mesmos que durante anos tentam criar novas legislações para atacar direitos duramente conquistados pelas mulheres que protegem suas vidas, das adolescentes e crianças. Atacam crianças e mulheres e protegem estupradores e agressores.

Esses hipócritas misóginos que se autoproclamam defensores da vida, são assediadores e agressores de mulheres, são aqueles que querem criminalizar crianças e adolescentes, aqueles que apoiam e acobertam os falsos pastores e defensores da família que na realidade também são agressores sexuais de meninas e crianças.

Esse é o Congresso Nacional formado em sua grande maioria por aqueles que lá estão para proteger os interesses do Capital, como fazer de tudo para não pôr fim a escala 6×1, esse é o Congresso formado em sua grande maioria por aqueles e aquelas que defendem que  a mulher deve ser submissa ao homem, que defende a desigualdade responsável por mais violência e morte.

Contra isso não há outro caminho que não seja a luta das mulheres trabalhadoras ocupando as ruas do país em defesa das vidas de nossas crianças e meninas.