O MASSACRE CONTRA TRABALHADORES SEM- TERRA EM ELDORADO DOS CARAJÁS COMPLETA 30 ANOS

NÃO TEM ESQUECIMENTO E NEM PERDÃO

No dia 17 de abril de 1996, os trabalhadores rurais sem-terra em Eldorado dos Carajás, sudeste do Pará foram brutalmente atacados, dezenas foram mortos e outras dezenas feridos pela Polícia Militar a mando do governo à época de Almir Gabriel do PSDB.

Os trabalhadores e suas famílias acampados lutavam pela desapropriação de terras com sua destinação para reforma agrária.

O governo atacou os trabalhadores que faziam uma manifestação na rodovia, o local conhecido como Curva do S. Lá os trabalhadores foram atacados a bala pelo aparato militar que atirou para matar.

Denúncias investigadas pelo Ministério Público comprovam o uso da força letal para acabar com a manifestação e a destruição de provas após a operação.

Dos 155 policiais envolvidos na operação, dois comandantes foram condenados, o coronel Mário Pantoja recebeu penas superior a 200 anos de prisão e morreu em 2020 e o major José Maria de Oliveira foi condenado a mais de 150 anos, mas cumpre a pena em regime domiciliar. E não houve nenhuma responsabilização direta ao governo da época no Pará.  Importante lembrar que nesse período também o governo federal de Fernando Henrique/PSDB buscava intensificar a perseguição tanto ao MST como aos demais movimentos sociais.

Após 30 anos, os dados da Comissão Pastoral da Terra (CPT), mostram que a violência no campo continua e o Pará está entre os estados com maior número de violência agrária no país.

Lembrar e exigir punição aos que cometeram mais esse crime contra os trabalhadores é tarefa dos lutadores da cidade do campo.

A melhor forma de honrar a memória daqueles que tiveram suas vidas arrancadas é seguir lutando pelo fim da impunidade, por condições dignas de vida e trabalho ao conjunto da classe trabalhadora.