MAIS UMA VEZ O MINISTÉRIO DO TRABALHO NÃO PROTEGE OS TRABALHADORES E SIM OS PATRÕES

Luiz Marinho novamente livrou a JBS numa decisão absurda de não responsabilizar a empresa pelo trabalho análogo a escravidão em granjas terceirizadas da empresa.

O Ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, ex-presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo do Campo/SP e ex-presidente da CUT novamente tomou uma atitude que ataca os trabalhadores e protege os interesses patronais.

Em abril de 2025, trabalhadores foram resgatados em condições análogas            à escravidão em uma granja em Passo Fundo/RS, a empresa terceirizada é fornecedora para a JBS Aves do grupo JBS.

Além de cancelar todas as multas aplicadas pela fiscalização, o mais grave e absurdo foi o argumento do Ministério que se escora na decisão de 2018 do STF sobre a terceirização e diz mais: que a empresa contratante não pode ser responsabilizada pelas violações cometidas pela prestadora de serviço terceirizada.

O Ministro do Trabalho também vai na contramão de muitas decisões judiciais corretas que responsabilizam as empresas contratantes pelas violações aos direitos dos trabalhadores cometidos pelas empresas terceirizadas.

Além disso, é cada vez mais evidente o quanto a terceirização precariza a situação dos trabalhadores, diminuindo direitos e salários, aumentando o adoecimento e as mortes provocadas pelas péssimas condições de trabalho.

Não é a primeira vez que Luiz Marinho toma uma decisão como essa para proteger os interesses patronais: em relação ao mesmo processo que fiscalizava as condições de trabalho que constataram violações aos direitos dos trabalhadores na terceirizada da JBS, o ministro interviu e não permitiu que a JBS entrasse para a lista suja do trabalho análogo à escravidão.

O ex-governo do genocida e golpista Bolsonaro acabou com o Ministério do Trabalho, o governo Lula logo que tomou posse retomou o Ministério do Trabalho, mas o fato é que o Ministério não está cumprindo sua função de proteger os direitos dos trabalhadores e punir as muitas irregularidades feitas pelas empresas que passam por cima de direitos, provocam adoecimento e atentam contra a vida.