TRABALHADORES NA ARGENTINA SOFREM ATAQUE BRUTAL DO GOVERNO MILEI

Na madrugada de 12 de fevereiro o Senado argentino aprovou por maioria a reforma trabalhista do presidente Javier Milei que ataca duramente os direitos dos trabalhadores. Agora a proposta segue para o plenário da Câmara dos deputados e o governo tenta a todo custo implementar esse ataque até o início de março.

A reforma libera os patrões a impor jornada de trabalho de 12 horas, se utilizarem do banco de horas para não pagar mais horas-extras, parcelamento das férias a critério patronal. Além disso, cria salários por produtividade o que na prática é o aumento da pressão e a diminuição salarial, permite a redução do valor das rescisões trabalhistas e o parcelamento de seu pagamento, altera as regras de recebimento referente a licença médica e acidentes do trabalho.

Libera Acordos individuais, onde o que impera é a chantagem patronal contra o trabalhador, impõe restrições a livre organização sindical chegando ao absurdo de impor que assembleias nos locais de trabalho só serão permitidas com a autorização patronal e restringe o exercício de greve.

Javier Milei bebe da mesma fonte que Donald Trump, Bolsonaro, da extrema direita que em qualquer região do mundo em que está o que busca é alienar a classe trabalhadora ao mesmo tempo em que a serviço do Capital dentro da estrutura do Estado busca exterminar seus direitos.

Por isso, a cada dia mais urgente se faz o fortalecimento da solidariedade e da luta internacional da classe trabalhadora única forma capaz de barrar esse atentado contra conquistas históricas dos trabalhadores, única forma de impedir a barbárie.