Desde janeiro, indígenas de várias etnias ocupam a Cargill, uma grande multinacional instalada em Santarém no Pará, a ocupação é uma forma de luta contra o decreto 12.600/2025, que permite a dragagem do rio e abre as portas para a privatização.
O Decreto do governo Lula atinge além das comunidades indígenas e ribeirinhas, ainda mais o meio ambiente no momento em que no mundo todos vivemos uma crise climática que piora as condições de vida e trabalho da humanidade.
O Decreto 12. 600/2025 inclui trechos dos rios Tapajós, Madeira e Tocantins no Programa Nacional de Desestatização, abrindo caminho para concessões privadas em mais de 3 mil km de hidrovias. Ou seja, é o caminho para entregar um recurso natural fundamental para as mãos privadas do Capital.
Esse é mais um exemplo de que nada adianta a criação de um Ministério dos Povos Indígenas, quando é o próprio governo responsável por sua criação o mesmo que lança propostas que atacam recursos naturais e a vivência das comunidades indígenas e ribeirinhas.
A luta firme e resistente dos povos indígenas no Tapajós é mais uma demonstração da importância das lutas dos povos originários para o conjunto da classe trabalhadora.
