Fernando Figueira, servidor público, professor e psicólogo, além de seu ofício, foi militante da Intersindical com o firme compromisso de contribuir para a emancipação da classe trabalhadora, infelizmente foi vítima de um grave acidente de carro ocorrido no dia 04/02 enquanto retornava de Assis, onde realizou prova de concurso público para ser professor numa Universidade Federal.
Fernando foi exemplo de resistência; psicólogo, professor e servidor público dedicado, ele entendia que o cuidado e a educação são, acima de tudo, atos políticos e de emancipação.
Junto a sua militância na Intersindical, nas lutas regionais na Baixada Santista foi fundamental no Mova-se, Coletivo de Oposição dos servidores de Itanhaém (SP), e no FortSUAS, defendendo incansavelmente as políticas públicas.
Fernando foi membro ativo do Centro de Formação Baixada Vermelha, onde dedicou energia para que a classe trabalhadora tivesse ferramentas teóricas para sua libertação. Atualmente trabalhava na síntese de um estudo sobre Raça e Classe junto com demais companheiros como Priscila Bazo, Danilo Ribeiro e Henrique Marreta.
Também foi membro da Associação Brasileira de Psicologia Social (Abrapso), recentemente lançou seu primeiro livro, O Selvagem Repousa em Toda Alma, da Editora Appris. A obra é uma importante contribuição sobre a história da psicologia social e seus impactos na formação social brasileira.
Na Cultura de Resistência, Fernando foi voz e atitude no início da cena hardcore e anarcopunk da Baixada Santista. Participou de bandas seminais como Antikorpus e Invisível Caos. Em sua trajetória militante e cultural também faz parte a ULBS (União Libertária da Baixada Santista).
O camarada Fernando Figueira nos deixa um vazio imenso, mas deixa também um exemplo de coerência e solidariedade de classe. Ele soube aliar a sutileza da psicologia e a profundidade da escrita e do pensamento crítico à urgência da luta prática na linha de frente contra a opressão da classe trabalhadora.
Nosso amigo e camarada foi tudo isso e mais e temos a certeza que se ele pudesse ler esse texto onde está, com sua humildade e com um sorriso diria: “Sou tudo isso não, sou apenas um cara do morro”, pois Fernando além de sua humildade e discrição era um camarada firme em sua disposição de contribuir para a luta da classe trabalhadora por sua emancipação.
Aos familiares, amigos e companheiros de jornada, prestamos nossa solidariedade ativa Fernando Figueira: Presente, hoje e sempre, na luta que firmes continuamos junto a nossa classe.
