
O ano de 2026 começou com a invasão dos EUA na Venezuela, matando dezenas de pessoas para prender o presidente do país Nicolas Maduro e sua esposa Cília Flores, numa ação completamente arbitrária.
O governo americano desrespeitou além de qualquer regra do direito internacional, a soberania da Venezuela que por mais que queira Donald Trump não é uma colônia dos EUA para fornecimento de petróleo para as grandes multinacionais americanas.
No Irã, as manifestações iniciadas ao final de 2025 contra a carestia, o custo de vida cada vez mais alto explodiram em intensas manifestações que também retomam as reivindicações mais do que legítimas em defesa dos direitos das mulheres que são duramente perseguidas e atacadas pelo governo da República Teocrática.
O imperialismo através do governo americano e seus cães de guardas como Israel, tentam se apropriar das manifestações que ocorrem no país em que mais de duas mil pessoas já morreram podendo ser esse número maior ainda e milhares estão detidas por participarem das manifestações. Tanto os EUA e governos subservientes a ele como Israel não estão preocupados com a situação que assola a população do Irã, só estão interessados em entrar no país atrás de suas vastas reservas de petróleo.
Portanto, o que necessita a população trabalhadora do Irã é ter seu direito a manifestação respeitado contra um governo que quer a submissão das pessoas ao governo que se utiliza do Estado para impor sua doutrinação baseada em sua religião.
Nos EUA, manifestações acontecem em várias regiões do país contra mais um crime praticado pelo governo: Renne Nicole Good de 37 anos, mãe de 3 filhos foi morta na cidade de Minneapolis por um agente do ICE, órgão utilizado na repressão contra imigrantes. Renne trabalhava de forma voluntária como observadora legal que tem por objetivo evitar atitudes indevidas e repressoras contra os imigrantes.
Desde o assassinato de Renne Nicole Good, as manifestações que há meses se intensificaram nos EUA, aumentam contra a repressão carregada de xenofobia, manifestações que também denunciam as ações do governo de Trump que atacam o pouco que há de políticas públicas para os trabalhadores e seus filhos.
Todos esses acontecimentos que marcam o início de 2026 demonstram o que é o Capitalismo; um sistema que se mantém atacando vidas e direitos.
Para enfrentar isso não há outro caminho que não seja a luta internacional da classe trabalhadora que tem a força de romper com as cercas impostas pelas nações e seus governos de plantão e construir a solidariedade entre iguais, dos trabalhadores, homens e mulheres, seus filhos e a juventude, vítimas desse sistema de morte.