Os moradores da Favela do Moinho na cidade de São Paulo estão vivendo dias de terror com a presença da Polícia Militar atacando com bombas e gás os trabalhadores e seus filhos que moram nessa comunidade.
A mando do governo estadual, a Polícia Militar tem impedido acesso à entrada da comunidade, impedido trabalhadores de irem trabalhar ou levar seus filhos na escolha.
A operação que atenta contra a dignidade e vida dos trabalhadores continuou mesmo após o governo federal ter comunicado a suspensão da cessão do terreno o à Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU), vinculada ao governo de São Paulo.
Não bastou o governo federal afirmar que não há garantias suficientes de reassentamento digno para as cerca de 900 famílias que vivem na comunidade e que houve descumprimento de condições mínimas acordadas, como a não interferência na rotina dos moradores.
O que está acontecendo na Favela do Moinho é mais um ato criminoso contra os trabalhadores e seus filhos em que a Polícia que segue matando nas periferias da cidade tendo como alvo principal quem é pobre trabalhador e negro.
Com o falso e hipócrita argumento de combate ao tráfico na Cracolândia, o governo estadual quer expulsar os trabalhadores de suas moradias para ampliar ainda mais a especulação imobiliária.
Só ofícios do governo federal comunicando a suspensão da cessão do terreno ao governo estadual, não basta, é preciso ações concretas que barrem mais esse atentado contra a dignidade e a vida dos trabalhadores e seus filhos.