MATAR CRIANÇAS, IDOSOS, MULHERES E HOMENS TRABALHADORES, DESTRUIR HOSPITAIS, IMPEDIR ACESSO À ÁGUA E COMIDA, É CRIME CONTRA A HUMANIDADE

 

Desde domingo, 18 de fevereiro os meios privados de comunição, a grande imprensa ocupa a maior parte de seus noticiários e páginas para atacar a declaração de Lula na Etiópia em que afirma: “O que está acontecendo na Faixa de Gaza e com o povo palestino não existe em nenhum outro momento histórico. Aliás, existiu: quando o Hitler resolveu matar os judeus.”

Os agentes de propaganda do Capital correram a apoiar Israel, a dar destaque da ação do governo israelense em declarar Lula “persona non grata”, ao chamar o embaixador do Brasil em Israel no museu sobre o Holocausto para achincalhar o governo brasileiro, mas sobre o que acontece em Gaza?  Nenhuma palavra digna de nota.

O Estado criminoso de Israel a pretexto de se defender dos ataques do Hamas impõe um dos mais intensos, cruéis e mortais ataques aos palestinos.

Desde o início de outubro de 2023 em Gaza já são quase 30 mil palestinos mortos pela ação criminosa do Estado israelense, ao menos a metade dos que foram assassinados são crianças, hospitais foram destruídos, o acesso à comida e água potável é cada vez mais precário, moradias, escolas, espaços coletivos, tudo está devastado.

Os pretensos estudiosos dizem ser erro conceitual e outros, exagero classificar a ação de Israel como genocídio, mas o que é matar crianças, ou impedi-las de crescer no lugar em que nasceram? O que é assassinar idosos, mulheres e homens trabalhadores e destruir todos os espaços de vida coletiva em seu lugar de origem? O que é impedir acesso à água, alimento, saúde? É exatamente a tentativa de exterminar um povo que luta há muitas décadas por sua autodeterminação.

A fala de Lula ainda foi incompleta: o nazismo que teve Hitler como uma de suas principais figuras públicas assassinou judeus, comunistas, negros, LGBT`S, pessoas com necessidade especiais, sendo um dos momentos mais sombrios da história recente da humanidade, portanto, a fala de Lula ainda deixou de falar de todas as vítimas, mas ao se referir àquele momento não desrespeitou os judeus, o que sua fala mostra é o óbvio; que o estado de Israel, com seu governo de extrema direita promove ações genocidas contra o povo palestino.

Declarações podem causar barulho na superestrutura dos Estados nacionais, mas não alteram as condições reais das crianças, dos idosos, mulheres e homens trabalhadores que seguem sendo vítimas dos crimes cometidos por Israel, portanto é preciso mais rigor nas ações dos governos que têm se colocado contra as ações criminosas do governo israelense.

Já está em atraso o rompimento das relações diplomáticas e comerciais do Brasil com Israel, é preciso ampliar as formas de ajuda humanitária concreta aos palestinos, exigir de forma contundente o fim do massacre, ou seja, é preciso ir além da declaração.