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Avançar na preparação do 1º de Maio de luta e de classe organizado por CSP-Conlutas e Intersindical O 1º de Maio é uma data histórica e de significativa tradição do classismo, da luta e internacionalismo da classe trabalhadora.

A CSP-Conlutas e Intersindical – Instrumento de Luta e Organização da Classe Trabalhadora realizarão uma atividade que honre a data e que fortaleça a defesa da vida neste período tão calamitoso da pandemia. Acontecerá no dia 1º de Maio um ato virtual, às 11h.

As duas centrais não participarão do ato convocado pelas demais Centrais Sindicais porque não há como se somar àqueles que atacam a classe trabalhadora, como os empresários, grande parte dos parlamentares e governadores que no dia a dia atacam as vidas, salários, direitos e empregos dos trabalhadores e trabalhadoras. São os algozes da nossa classe.

Situação calamitosa
Os mais de 360 mil mortos no Brasil significam quase 12% dos 2,97 milhões de mortos no mundo. Isto indica índice altíssimos sem levarmos em consideração que existem ao todo cerca de 200 países no mundo. O cenário no Brasil se dá diante de um sistema de saúde totalmente colapsado: sem leitos nem UTIs hospitalares, sem insumos, sem kit intubação. É triste e revoltante!

Diante dessa realidade tão trágica, o genocida governo de Bolsonaro é contra a paralisação de todas as atividades não essenciais, promove e apoia aglomerações, não garante a vacina e nem o devido auxílio emergencial digno e estabilidade no emprego. O resultado de tal política são mais de 70 milhões de pessoas desempregadas, milhares e
50% da população brasileira passando por extrema necessidade.

Enquanto vivemos sob essa situação lamentável, o número de bilionários no Brasil saltou 44% – de 45, em 2020, para 65, em 2021. Juntos, eles detêm 219,1 bilhões de dólares, aproximadamente R$ 1,2 trilhão. Neste período de pandemia, essa riqueza quase dobrou, eram 127,1 bilhões de dólares no início ano passado e subiu 71% até o início de 2021. Os milionários ficam bilionários, os pobres ficam cada vez mais pobres sem tem nem sequer o que comer.

Luta, classe e internacionalismo

Para a dirigente da Intersindical Ana Paula Rosa de Simone, essa realidade exige de todos aqueles que não sucumbiram à conciliação de classes, fortalecer a construção de atos classistas no 1º de Maio. “Fortalecer a organizações dos atos classistas no 1º de Maio é um passo importante na luta contra o Capital e seus governos capachos e seguir combatendo à conciliação de classes que tantas derrotas trouxe aos trabalhadores”, salienta.

No ato classista do 1 ͦ de Maio, as bandeiras de luta são pela urgência da convocação de um lockdown nacional com garantia de emprego, direitos e salários dos trabalhadores; retorno imediato do auxílio emergencial de no mínimo R$600,00 para que as famílias consigam sobreviver durante a pandemia; vacinação já e para todos e a defesa do SUS; contra a reforma administrativa que ataca os trabalhadores que atendem diretamente a população trabalhadora e os serviços públicos; Despejo Zero no campo e na cidade, por subsídio aos pequenos comerciantes da cidade e do campo.

Em relação à vacinação é necessário lutar pela quebra das patentes das indústrias e laboratórios privados responsáveis pela fabricação das vacinas. Também é preciso enfrentar o projeto aprovado pela maioria da Câmara dos Deputados que libera a compra das vacinas por empresários reduzindo de 100% para 50% o envio das doses compradas ao SUS, o que significa na prática retirar o direito ao devido acesso à vacinação de grande parte da população trabalhadora através do serviço público.

“Frente ao caos negacionista e as centenas de milhares de mortes no país, nós precisamos organizar uma greve geral sanitária, se não fazem pelas nossas vidas, façamos nós trabalhadores. Neste sentido, quero insistir com as demais Centrais Sindicais nesta medida necessária para salvar vidas”, defende o dirigente da Secretaria Executiva Nacional da CSP- Conlutas Atnágoras Lopes.

As duas Centrais Sindicais estão convidando os setores combativos dos movimentos sindical e popular, bem como a juventude e os movimentos contra as opressões a se juntarem para fortalecer este ato. Não é possível esperar por 2022, porque a vida da classe trabalhadora está sendo atacada agora.

As bandeiras de luta do 1º de Maio unificado

– Paralisação de todas as atividades não essenciais nesse momento de pandemia: estabilidade no emprego para todos os trabalhadores, proteção aos direitos e salários;

– Retorno imediato do auxílio emergencial de no mínimo R$ 600,00;

– Vacinação já e para todos e todas;

– Fortalecimento do SUS, contra as privatizações e a reforma administrativa. Em defesa dos serviços públicos e de qualidade para a população trabalhadora;

– Fora Bolsonaro: parar esse governo para parar a matança.

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