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28 de Abril, Dia Internacional em Memória das vítimas de acidentes e doenças provocadas pelo trabalho: RELEMBRAR OS NOSSOS MORTOS NA CONTINUIDADE DA LUTA EM DEFESA DA VIDA Um 28 de abril marcado pelo enfrentamento no mundo contra os ataques dos patrões e dos governos que potencializam as mortes provocadas pelo novo coronavírus

São quase 200 mil mortos e mais de 2 milhões de pessoas contaminadas pelo novo coronavírus, no Brasil já são mais 4 mil mortes e quase 60 mil contaminados. A doença atinge a todos, mas de forma mais cruel a classe trabalhadora.

Muitos trabalhadores da saúde morreram exercendo seus ofícios dentro dos hospitais cuidando de pessoas que foram acometidas pelo novo vírus, outros trabalhadores foram contaminados indo ou voltando do trabalho ou no próprio trabalho. Nunca é demais lembrar da trabalhadora doméstica no Rio de Janeiro, que morreu acometida pelo coronavírus, contaminada pela patroa que viajou ao exterior.

Seja no Brasil, nos EUA, na Europa, em todas as regiões do mundo faltam os devidos equipamentos de proteção individual aos trabalhadores da saúde, como faltam leitos e os devidos equipamentos para o tratamento dos doentes.

No Brasil, o governo genocida de Bolsonaro estimula a morte ao tentar acabar com o devido isolamento que segue sendo a principal arma para conter a velocidade da contaminação do vírus. Bolsonaro quer aglomerar os trabalhadores nos precários transportes, nas fábricas e comércios. Para garantir a “saúde financeira” do Capital, quer a morte dos trabalhadores.

No meio a pandemia suas Medidas Provisórias continuam a ser instrumentos que atacam os direitos, salários, a saúde e a vida dos trabalhadores.

A Medida Provisória 927 é um dos exemplos disso:  a MP impõe a antecipação dos feriados, a liberação geral do banco de horas como solução para a dispensa dos trabalhadores durante a pandemia, além de suspender fiscalizações na área trabalhista e de segurança, mantendo somente as fiscalizações de registro em carteira, ou em caso de eminente e grave risco à saúde (mas sem especificar quais são essas condições).  Dessa forma o governo ajuda os patrões a intensificar as jornadas de trabalho ainda mais depois da pandemia, como libera geral as condições de trabalho que adoecem e matam. 

Também está na MP, uma determinação que diz no artigo 29 que: os casos de contaminação pelo coronavírus (covid-19) não serão considerados ocupacionais, exceto mediante comprovação do nexo causal. Ou seja, além de desobrigar os patrões a pagar vários tributos, reduzir os salários e direitos, não exigir estabilidade no emprego, o governo é conivente com as empresas que ainda mantêm os trabalhadores aglomerados e confinados nos locais de trabalho, que se forem contaminados será por conta da negligência das empresas e, atinge de forma mais cruel os trabalhadores da saúde, que atendem diretamente quem está adoecido.

Aplausos não trazem vidas de volta, homenagens a quem morreu no dever do ofício são mais do que legítimas e necessárias, mas também não bastam.

É preciso exigir a devida proteção para todos os trabalhadores que estão nas atividades essenciais e a devida garantia de reconhecimento de nexo causal aos trabalhadores que forem contaminados pelo coronavírus.

Enfrentar todas as Medidas desse governo da morte que beneficiam os patrões e retiram salários, direitos, empregos colocam em risco a saúde e a vida dos trabalhadores é a luta mais urgente.

Nesse dia 28 de abril, seguimos relembrando e homenageando nossos irmãos de classe que morreram vítimas das condições assassinas de trabalho, na luta contra os ataques do Capital e seu Estado contra a vida do conjunto dos trabalhadores.

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