Decreto do Governo Alckmin precariza ainda mais as condições de trabalho dos educadores e a educação paulista.

A resposta contra mais esse ataque precisa ser a luta organizada nas escolas

e demais locais de trabalho.

 

alkimista maos de tesouraNo dia 03 de Setembro o governo do Estado de São Paulo publicou o decreto nº 61466 restringindo temporariamente a contratação de concursados. Somente as universidades estaduais não serão atingidas.

Com o decreto, o Estado ataca mais uma vez o direito dos trabalhadores. Em primeiro lugar a educação pública estadual será prejudicada com a falta de professores. Os professores temporários e com vínculos  de trabalho super precários – em São Paulo chamados “Categoria O” – não poderão ser contratados.

Não bastasse os recentes cortes de verbas para a educação que afetam as já precárias condições de trabalho e estudo, a medida inviabiliza que os professores que passaram no último concurso sejam convocados, bem como a realização de novos concursos.

Os ajustes de contas são do capital e seu Estado, mas quem suporta o peso deste são os trabalhadores. A falta de funcionários faz com que as professoras e professores que estão nas escolas trabalhem dobrado, enquanto aqueles que não são admitidos ampliam a fila do desemprego ou continuam trabalhando em situações precárias.

O governo de São Paulo mostra, deste modo, que está alinhado aos outros governos estaduais como o do Paraná e Rio Grande do Sul, bem como com o governo federal, que também fizeram “ajustes”. Nestes estados vimos que os trabalhadores não estão dispostos a pagar pelos problemas do capital e por isso vários setores do funcionalismo público entraram em greve contra as medidas.

O “ajuste fiscal”, que na prática é um ataque aos direitos dos trabalhadores e a precarização de serviços públicos para o conjunto de nossa classe não é ação de um  único governo, mas uma ação do estado (parlamento e executivo) utilizado sempre que a burguesia demanda seu estado e os trabalhadores estão fragilizados em sua organização para resistir. 

Os capitalistas lucram fora das crises apropriando-se da riqueza produzida pelos trabalhadores. E lucram também nas crises, ora mais, ora menos, além de seguirem apropriando-se da riqueza produzida pelos trabalhadores aproveitam desse momento para arrancar mais direitos dos trabalhadores, ampliar a rotatividade e reduzir salários. Pagam suas contas as custas dos trabalhadores. 

Os governos convocam “o país a apertar os cintos” e estão, na verdade, sendo porta-vozes da burguesia que promete diminuir salários e cortar direitos, como serviços públicos, para aumentar os lucros e para que o Estado atenda melhor às necessidades do capital. É o cinto do trabalhador que estão apertando para aliviar a burguesia.

Em São Paulo não é diferente, o decreto 61466 atinge a todos trabalhadores do serviço público estadual com a sobrecarga de trabalho, com um ambiente escolar instável e com alta rotatividade de professores no ano, ou seja, péssimas condições de trabalho e estudo.

Como dá para perceber, para resistir aos ataques, defender nossos direitos duramente conquista ao longos dos anos, com greve e muita resistência, só com nossas categorias organizadas, com a classe organizada. Sem resistência, sem organização desde o local de trabalho e com os dirigidos por picaretas governistas ou bucocratas fica muito mais fácil para os patrões arrancarem nossos direitos.

A exemplo dos Metalúrgicos, trabalhadores nos correios, INSS e educação federal que estão em greve precisamos nos colocar em luta para garantir nossos direitos. Então bora organizar a resistência, independente se efetivos ou temporários. 

Somente com a luta organizada nas escolas e demais locais de trabalho é que garantiremos mais verbas para educação! Vamos a luta pela imediata contratação de todos os aprovados no concurso!