Sindicato dos Metalúrgicos de Ipatinga e trabalhadores na luta contra o calote da Sankyu

A cada dia aumenta mais a revolta dos trabalhadores na Sankyu contra o calote que a empresa está tentando dar no pagamento do retroativo e no reajuste salarial.
A pressão do Sindicato junto com os trabalhadores garantiu o pagamento da PLR e, desde a semana passada, estamos intensificando a mobilização para garantir o pagamento do reajuste salarial retroativo à data-base, que é novembro.
No dia 28/01, o Sindicato e os trabalhadores na Sankyu realizaram uma paralisação na portaria 2 da USIMINAS no Centro para cobrar da empresa o pagamento do que ela deve aos trabalhadores. A paralisação foi realizada na troca do turno da tarde e os trabalhadores das demais empresas também participaram em solidariedade aos companheiros que trabalham na Sankyu.
Mais mobilização: no dia 29/01, o Sindicato realizou um protesto em frente à sede da Sankyu, no bairro Iguaçu, para denunciar a tentativa de golpe da empresa e o calote no pagamento dos trabalhadores.
Além das ações judiciais que o Sindicato já moveu exigindo o pagamento imediato do reajuste salarial retroativo e de multa, na semana passada, também solicitamos com urgência uma reunião com o Ministério Público.
A luta dos trabalhadores na Sankyu contra o calote da empresa se intensifica a cada dia: a chapa está esquentando e chegou a hora de todos os companheiros unidos na luta exigirem o que é seu. Não adianta só reclamar, é na luta que garantimos nossos direitos!

 

NÃO TEM ACORDO SEM DISCUSSÃO COM O SINDICATO E SEM APROVAÇÃO DOS TRABALHADORES

 

A Sankyu tentou incluir no Acordo Coletivo sobre o reajuste salarial, aprovado na assembleia do dia 30/12/2014, os horários de turno que não foram discutidos em nenhuma das reuniões sobre a Campanha Salarial.
Ou seja, a empresa queria que o Sindicato assinasse um documento que estabelecesse as jornadas de turno sem negociação e sem realização de assembleia para que os trabalhadores decidissem sobre o tema. O Acordo que a empresa queria que o Sindicato assinasse tem inclusive uma cláusula que permite a empresa colocar o turno fixo a qualquer momento.
Qualquer discussão sobre o turno só será encaminhada depois de negociação com o Sindicato e decisão dos trabalhadores em assembleia.
Na semana passada, já realizamos reuniões de negociação sobre o turno com a Convaço e com a Magnesita e realizaremos assembleias para a definição dos trabalhadores. O Sindicato já enviou dois ofícios para a Sankyu para marcar uma reunião com pauta específica sobre o turno e até agora ela se recusou. Ou seja, quem se recusa a negociar é a Sankyu e com isso sua jornada de turno ficou irregular e poderá gerar outro processo com o pagamento de multa aos trabalhadores de turno.

 

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