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SINDICATO DOS QUÍMICOS DE VINHEDO/SP VOLTA A SER INSTRUMENTO DE ORGANIZAÇÃO E LUTA DOS TRABALHADORES

saint-gobainDesde julho o Sindicato dos Trabalhadores nas indústrias químicas de Vinhedo/SP não está mais sob a direção daqueles que fizeram a opção de baixar a guarda para o Capital em troco das taxas negociais pagas pelas empresas em períodos de Campanha Salarial.

A maioria absoluta da Direção Eleita pela categoria no mês de maio rompeu com o Instituto dos Unificados e com os Químicos Unificados, forma utilizada pela direção do Sindicato dos Químicos de Campinas e do Sindicato dos Químicos de Osasco para denominar sua política que ao invés de unificar a luta da categoria, o que fez foi se distanciar dos trabalhadores e travar qualquer processo de mobilização.

Foi essa subserviência aos interesses dos patrões, a burocracia que se instalou na forma organizativa desses sindicatos, a total submissão da entidade aos interesses políticos eleitorais de quem hoje dirige os Sindicatos em Campinas e Osasco, que levou à firme decisão da maioria da Direção do Sindicato dos Químicos de Vinhedo a romper com os “Unificados”.

OS TRABALHADORES MAIS DO QUE APOIAR ESTÃO JUNTOS NESSA NOVA FASE QUE SE INICIA

Há 3 anos, a Chapa de Oposição da Intersindical teve grande apoio dos trabalhadores na categoria química de Vinhedo e mesmo não vencendo as eleições, permaneceu na categoria a critica que fizemos a atuação do Sindicato.

unileverCrítica essa feita também agora pela maioria da Direção eleita em maio e que ao tomar a decisão pelo rompimento com a política imposta por quem dirige os sindicatos dos químicos de Campinas e Osasco, agora se reencontram de fato com a categoria.

Desde que a taxa negocial começou ser a prática de sobrevivência desses sindicatos, em Campinas e Osasco as greves só acontecem quando os trabalhadores se colocam em movimento a revelia da inércia da diretoria do Sindicato. As mobilizações que ainda se mantinham eram justamente em Vinhedo que agora livre da politica dos Unificados, tem ampliado as lutas na categoria.

Quem paga a banda, escolhe a música

A taxa negocial implementada há aproximadamente 10 anos para substituir a taxa assistencial da Campanha Salarial, foi aceita por todos os sindicatos dos químicos do estado de São Paulo e consiste em pagamento feito pelos patrões de uma robusta taxa aos sindicatos no fechamento dos acordos coletivos da campanha salarial. Ou seja, esses não são mais sindicatos mantidos pelos trabalhadores, mas pelos patrões.

Os que tentam esconder sua verdadeira concepção e prática num discurso combativo, viram suas máscaras caírem: a direção dos Unificados ao perceber que a maioria da Diretoria eleita em maio em Vinhedo estava em movimento para romper, prepararam um golpe que tinha por objetivo destruir essa nova fase do Sindicato.

A comissão eleitoral sob o comando dos dirigentes de Campinas e o Osasco junto a dois diretores do Sindicato de Vinhedo ligados aos unificados, adulteraram documentos retirando nomes de diretores que foram eleitos pela categoria da Ata de Posse, o resultado disso foi a demissão de um dos diretores do Sindicato.


telstarVejam a que ponto chegaram: adulteraram documentos, desrespeitaram a decisão da categoria e entregaram um trabalhador para guilhotina da demissão.

Os responsáveis por isso são os mesmos que tentam por decreto fundar uma central em nome da classe, mas sem a classe e que plagiam o nosso nome para tentar se aproveitar das lutas que há muito tempo deixaram de fazer.

São os mesmos que desrespeitam a autonomia dos Sindicatos em relação aos partidos e os submetem aos seus interesses eleitorais com seus programas cada vez mais rebaixados para tentar se enquadrar à ordem do Estado Capitalista. O socialismo, a luta contra o Capital aparecem apenas na retórica que verbalizam, pois suas ações se encontram dentro da ordem estabelecida pelo Capital.

Mantêm sua politica através da representação formal nos sindicatos que transformaram em correia de transmissão de seus interesses políticos eleitorais. Cada vez mais distanciados da base, transformaram os sindicatos sob sua direção em instrumentos submissos aos interesses dos patrões e o resultado disso para os trabalhadores é a perda de direitos e o aumento do arrocho salarial. Tanto que numa das maiores empresas do ramo químico em Vinhedo, na Unilever, a gerência “sentiu muito” que agora o Sindicato dos Químicos de Vinhedo não está mais sob a direção dos Unificados de Campinas e Osasco.

A LUTA SE AMPLIA AGORA TAMBÉM EM VINHEDO, COM UMA DIREÇÃO QUE ESTÁ JUNTO COM SUA CLASSE

A maioria da direção dos Químicos de Vinhedo tem ampliado a luta na categoria: assembleias se espalham por toda categoria, reuniões e plenárias com os trabalhadores, paralisações em defesa dos direitos, voltaram a ser o cotidiano do Sindicato.

Junto a isso as devidas ações no Sindicato e também as ações judiciais para reverter a tentativa de golpe praticada por aqueles que não mais dirigem a entidades já foram tomadas.

Os companheiros não estão sozinhos. Estamos juntos nesse novo e importante ciclo que se inicia para os trabalhadores químicos de Vinhedo que agora retoma seu Sindicato como instrumento de organização e luta e voltam à luta do conjunto da classe trabalhadora.

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