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Campanha Salarial dos Metalúrgicos/SP

Desde o último dia 14, o Sindicato dos Metalúrgicos de Campinas e região/Intersindical tem organizado paralisações, que já reuniram mais de 10 mil trabalhadores.

Na segunda e terça os trabalhadores na Honda e Toyota, através de greve, conseguiram 10% de reajuste, o INPC, mais 5,35% de aumento real, além de avanços nas cláusulas sociais como a licença maternidade de 6 meses.

Na quarta, cruzaram os braços os trabalhadores na Fox Conn e na Mahle, na quinta e sexta, os trabalhadores das 2 plantas na MABE e na sexta-feira também os operários na Valeo e na Benteler.

Essas paralisações são demonstrações de que com organização e luta é possível garantir aumento real de salários e avanço nas cláusulas sociais.

Já as direções da CUT e da Força Sindical, mais uma vez fizeram o jogo dos patrões, aceitaram a proposta de aumento real de 2% mais um abono de R$ 1500,00 pago uma única vez, proposta já recusada por metalúrgicos em greve das montadoras do Paraná. Com isso, abortaram a real possibilidade de uma greve geral em todas as montadoras do país.

É lamentável a justificativa da direção do Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo/SP para responder a diferença dos reajustes entre o ABC e Campinas. Dizem que os trabalhadores em Campinas conseguiram um reajuste maior porque os salários são menores.

Na realidade os trabalhadores nas montadoras Honda e Toyota, desde que as empresas se instalaram na região, há 12 anos, têm através da mobilização permanente, portanto não só na data base, garantido aumento real nos salários.

Já o Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo tem feito acordos sucessivos de redução salarial, banco de horas e lay off nas montadoras, principalmente na Volks, o que tem levado os trabalhadores a sucessivas derrotas.

À revelia das direções, os metalúrgicos em São José dos Pinhais, através da greve que durou 2 semanas, conseguiram um reajuste superior ao que defende a CUT e a Força Sindical, e no dia hoje, os metalúrgicos na GM de São Caetano se somaram as paralisações dos metalúrgicos na GM em São José dos Campos.

A Intersindical é parte dessa luta. Somos 100 mil metalúrgicos, que enfrentaram a tentativa dos patrões em rebaixar salários e direitos logo no início do ano para saírem da crise. Somos 100 mil que estamos na luta por nenhum direito a menos e para avançar nas conquistas.

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