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NÃO HÁ O QUE ESPERAR: A REVOGAÇÃO DAS REFORMAS TRABALHISTA E DA PREVIDÊNCIA SÓ VIRÁ COM A MOBILIZAÇÃO DA CLASSE TRABALHADORA Fomos à Brasília na reunião das centrais sindicais com Lula para dizer que não se avança em melhores condições de vida e trabalho e respeito às liberdades democráticas se não houver a devolução dos direitos arrancados

No dia 18 de janeiro, a Intersindical- Instrumento de Luta e Organização da Classe Trabalhadora foi até Brasília participar da reunião das centrais sindicais com o presidente Lula/PT , nossa decisão de  participar dessa atividade foi novamente registrar que é preciso devolver à classe trabalhadora direitos retirados principalmente pelos governos de Temer/MDB e Bolsonaro/PL, através das reformas trabalhista de 2017 e da Previdência em 2019.

Estivemos presentes nessa atividade com companheiros dos Sindicatos dos  Metalúrgicos de Campinas e região/, Limeira e região e da Baixada Santista, também do Sindicato dos Têxteis de Blumenau/SC, Radialistas de SP, Trabalhadores nos Correios e Detran.MT, Trabalhadores no Saneamento do DF entres outros que representaram o conjunto da Intersindical para registrarmos que diferente da maioria das centrais sindicais que só querem saber da volta do financiamento sindical, nós estamos empenhados para recuperar os direitos que foram duramente atacados com essas reformas.

Registramos que num país em que houve um genocídio aos indígenas e que não houve punição, que escravizou negros e não houve punição, que impôs uma ditadura financiada pelo Capital que torturou e matou e até hoje os responsáveis pelos crimes não foram punidos produz o que vimos no dia 08 de janeiro em  Brasília, uma alienação que faz com que pessoas sejam manobradas por aqueles que querem a volta de um dos períodos mais sombrios que vivemos no Brasil.

Por isso é preciso punição a quem praticou os atos golpistas, mas principalmente é preciso punir quem financiou e planejou entre eles, o ex-presidente, o genocida Bolsonaro. Entre os  que financiaram e planejaram os atos golpistas estão aqueles que lucraram muito com as reformas que atacam os trabalhadores.

Registramos que não se avança em liberdades democráticas se não avança os direitos para o conjunto da classe trabalhadora: tanto a reforma trabalhista como a da Previdência pioraram a vida dos trabalhadores, salários foram arrochados, direitos foram eliminados, o desemprego aumentou e se aposentar ficou praticamente impossível para centenas de milhares.

Com o fim da ultratividade, que era a garantia dos direitos  nas Convenções e Acordos Coletivos de Trabalho  mesmo que não houvesse renovação de Acordo na próxima data-base, fez com que os patrões aumentassem ainda mais seus lucros atacando direitos fundamentais.

Por tudo isso é preciso retomar esses direitos tão importantes para o conjunto da classe trabalhadora, essa mobilização está entre a prioridade da Intersindical, diferente das outras centrais sindicais que em sua maioria já antes da reforma trabalhista aceitaram acordos com a redução de salários e direitos.

Não temos nenhuma ilusão de que o governo Lula vai enfrentar os patrões e a maioria dos deputados e senadores que apoiaram essas reformas,  é só na base da pressão e de muita luta em cada local de trabalho e nas ruas que garantiremos as nossas reivindicações.

Vamos fortalecer a luta contra os ataques dos patrões e de qualquer governo por nenhum direito a menos e para avançar em novas conquistas

 

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