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É PRECISO PÔR FIM À BÁRBARIE E À IGNORÂNCIA POTENCIALIZADAS PELO GOVERNO BOLSONARO Para isso é preciso estar nos locais de trabalho, moradia e nas ruas junto à classe trabalhadora e da juventude mostrando a quem atende esse governo da morte

No dia 02 de outubro, mais de 123 milhões de pessoas foram para as urnas e votaram nas eleições em primeiro turno no Brasil, mas mais de 32 milhões não o fizeram, a maior abstenção desde o final da década de 90.

Os motivos da abstenção são vários e vão desde e, principalmente que grande parte da população trabalhadora em função do desemprego e da miséria não tiveram condições de chegar ao local da votação e outros foram convencidos de forma enganosa de que não era importante participar dessa eleição.

O resultado colocou Lula do PT e o genocida Bolsonaro/PL no segundo turno que ocorre no próximo dia 30 de outubro, a diferença percentual que as pesquisas não conseguiram enxergar revelam que os saudosos da ditadura militar, aqueles que odeiam os mais pobres, as mulheres, os indígenas, os negros e LGBT´S, aqueles que odeiam a classe trabalhadora e suas Organizações, aqueles que se apropriaram das manifestações de 2013 as transformando em pautas do interesse do Capital agem disfarçados como os defensores da família e da fé alheia.

A eleição ao senado pelo Distrito Federal de uma ex-ministra que atacou os direitos de meninas e mulheres ao atendimento integral de saúde pela rede pública, a eleição de um ex-ministro da Saúde que não garantiu no devido tempo  a compra das vacinas contra a COVID 19  que armou um esquema de corrupção no Ministério, que deixou faltar oxigênio em hospitais, a eleição de um ex-ministro do Meio Ambiente que atacou a Amazônia e as comunidades indígenas e quilombolas mais do que revelam o quanto setores do Capital, como o agronegócio, a indústria armamentista se utilizam da mentira e da alienação para garantir seus interesses com seu capacho governo.

É preciso mostrar para dezenas de milhões que não votaram e aqueles que  votaram enganados, que a candidatura de Bolsonaro atende aos interesses daqueles que querem a exterminação dos direitos, que defendem a piora das condições de vida e trabalho da maioria da população trabalhadora: ainda há mulheres e homens trabalhadores que seguem imersos na alienação fomentada por tantas mentiras pelo governo Bolsonaro e sua corja que se utilizam do profundo sofrimento provocado pela miséria que é aprofundado quando se sentem (a partir de mentiras) agredidos na fé que professam que ainda não conseguiram enxergar o que esse governo significa.

Revelar que a candidatura de Bolsonaro é o aprofundamento do extermínio dos direitos e de vidas, é o fim do acesso aos serviços públicos, é o aumento da miséria, é a tarefa de todas as Organizações que fato são instrumentos a serviço da luta da classe trabalhadora.

A campanha do PT tentará se aproximar ainda mais dos porta dos porta vozes do Capital, como já o fez colocando o recém ex PSDB Geraldo Alckmin como vice de Lula na chapa presidencial e isso não é novidade no PT que há tempos escolheu o caminho da conciliação de classes, portanto não é isso que deve definir o posicionamento das Organizações da Classe Trabalhadora e sim a tarefa de pôr fim ao governo Bolsonaro que além de potencializar a alienação mantida nos governos anteriores do PT, aprofundou os ataques aos direitos e a vida da classe trabalhadora.

Portanto a Intersindical – Instrumento de Luta e Organização da Classe Trabalhadora reafirma a indicação do voto na candidatura de Lula/PT nesse segundo turno para derrotar Bolsonaro e com a mesma intensidade enfrentaremos um futuro governo de conciliação de classes defendendo a revogação de todas as reformas que atacam os trabalhadores como a reforma trabalhista e da Previdência, contra a privatização e em defesa dos serviços públicos.

Nossa Organização segue empenhada em revelar a mentira produzida pelos covardes saudosos dos tempos mais sombrios de nossa história que estão junto a Bolsonaro.

Derrotar esse governo nas urnas é passo importante em nossa luta no Brasil para fortalecermos o enfrentamento ao Capital contra os direitos e a vida da classe trabalhadora que estarão presentes também no Congresso Nacional formado pelos capachos das bancadas da indústria, do agronegócio, da bala e com a mesma intensidade, como já o fizemos enfrentaremos o chamado à conciliação de classes que só trouxe derrota para a classe trabalhadora.

Contribuir de forma incisiva para derrota de Bolsonaro é parte das tarefas das Organizações que de fato lutam contra o capitalismo e sabem que para superação da sociedade de classes é preciso avançar no processo de consciência da classe trabalhadora que vem a partir das lutas mais concretas de nosso duro dia a dia.

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