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UM GOVERNO QUE CULTUA E ESTIMULA O ÓDIO, A VIOLÊNCIA E O CRIME CONTRA OS QUE LUTAM PELA VIDA Bruno, Dom e antes deles dezenas de lideranças indígenas, sindicais e quilombolas foram assassinados com a conivência do governo miliciano de Bolsonaro

Há 34 anos um seringueiro, dirigente sindical, defensor dos trabalhadores e da Amazônia, Chico Mendes era assassinado no Acre, há 17 anos uma freira comprometida com a luta dos trabalhadores rurais e com a floresta, Dorothy Stang era assassinada no Pará.

Durante todas essas décadas centenas de líderes indígenas, quilombolas, trabalhadores rurais e sindicalistas no campo foram assassinados por lutarem em defesa da terra para viver e trabalhar, por lutarem para proteger a Amazônia da sanha assassina do Capital por mais lucros que aniquila vidas e devasta o meio ambiente.

Ou seja, crimes no campo, extermínio de vidas indígenas vem desde a invasão do Brasil colônia e sempre com a omissão e por vezes participação dos gerentes da máquina do Estado a cada governo de plantão.

A diferença desse período é que desde 2019, o gerente na máquina do Estado escancara seu ódio, escárnio e desrespeito pela vida dos que lutam. Bolsonaro assim que assumiu a presidência desmontou todas as políticas públicas de proteção aos indígenas e suas terras, afrouxou a fiscalização e penalidades contra o garimpo ilegal, um de seus ministros do Meio Ambiente, Ricardo Salles posou para fotos com sorriso de satisfação protegendo os interesses de madeireiros que seguem devastando a Amazônia.

Bolsonaro capacho do Capital mostrou por inteiro o que é: não é um psicopata, não é um louco, é um desumano, cruel, parte do que há de mais podre numa sociedade dividida em classes e fez de seu governo campo fértil para destruição de direitos trabalhistas e ambientais. Desmantelou as fiscalizações, avança contra a demarcação de terras indígenas, tudo para manter a farra dos lucros do agronegócio.

Bruno era um servidor público na Funai que fazia de seu ofício uma trincheira de luta e proteção aos povos indígenas, principalmente as tribos isoladas que seguem sendo as maiores vítimas da devastação da Amazônia por garimpeiros, madeireiros e pelo agronegócio.

Bruno foi exonerado da coordenação do projeto da Funai para indígenas isolados, logo que Bolsonaro assumiu, além da exoneração a perseguição continuava com processos administrativos movidos pelo atual governo.

Dom era um jornalista que ainda na Inglaterra ao conviver com a luta dos operários fez de seu ofício, instrumento de denúncia da violação de direitos e no Brasil se dedicou a contribuir para a luta indígena e contra a devastação da Amazônia.

Dois trabalhadores, que colocaram seu ofício a serviço da luta em defesa da vida, foram assassinados, tiveram seus corpos esquartejados e escondidos por dias, dias em que o governo Bolsonaro foi do silêncio a falas absurdas em que praticamente tentava responsabilizar as vítimas por terem sido assassinadas.

O governo através das investigações feitas até agora, tenta encerrar o caso, como se o crime fosse uma ação de apenas dois ou três pescadores ilegais que se sentiam incomodados pela ação de Bruno e Dom, quando na verdade o assassinato desses dois trabalhadores é parte das ações criminosas praticadas por aqueles que se enriquecem com a devastação das terras indígenas e da Amazônia.

É preciso fortalecer a luta exigindo punição aos executores e aos mandantes dos assassinatos de Bruno Pereira, Dom Phillips e de tantas lideranças indígenas que estão sendo ameaçadas e tantas que já morreram. É preciso avançar na luta contra esse governo que que estimula ódio, extermina direitos, é mais do que cúmplice dos crimes que arrancam a vida dos que lutam.

É assim na ampliação de nossa luta que vingaremos cada vida arrancada pelas mãos assassinas do Capital.

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