NÃO ESQUECEMOS, NÃO PERDOAMOS: 57 ANOS DO GOLPE MILITAR FINANCIADO PELA BURGUESIA QUE TORTUROU TRABALHADORES E ESTUDANTES QUE LUTAVAM POR MELHORES CONDIÇÕES DE VIDA E TRABALHO E POR LIBERDADES DEMOCRÁTICAS

Na semana em que no Brasil se registrou quase 4 mil mortes em 24 horas e já são quase 320 mil vidas arrancadas por conta da ação genocida do governo Bolsonaro, o ministro da Defesa do ainda presidente, o general Braga Netto publicou nota defendendo a celebração do golpe militar financiado pela burguesia em 1964.

Na madrugada de 31 de março de 1964, dirigidos pelas demandas da burguesia nacional e internacional, tendo o apoio do governo americano, os militares impuseram um golpe militar no Brasil, instaurando uma ditadura que marca um dos períodos mais sombrios e criminosos na história recente desse país.

Muitos trabalhadores e estudantes que lutavam por melhores condições de vida e trabalho, por liberdades democráticas foram presos e exilados, muitos torturados até a morte e tantos outros assassinados tendo seus corpos desaparecidos até hoje.

A burguesia, o braço armado do Estado e os grupos privados de comunicação ao longo dessas décadas tentaram ocultar o verdadeiro significado do golpe de 64 para apagar nossa memória coletiva como classe trabalhadora, a principal vítima de uma ditadura assassina que impôs através do terror, da violência de Estado mais e melhores condições para o Capital aprofundar sua exploração contra os trabalhadores.

Arrocho salarial, carestia, péssimas condições de trabalho, acompanhados de repressão nas ruas e nos porões das polícias e dos quartéis marcaram mais de duas décadas de nossa história.

Bolsonaro, sua família e seus amigos milicianos defendem abertamente essa ditadura assassina e quando seu ministro da Defesa novamente faz declarações em mais um 31 de março chamando o golpe de “movimento necessário para pacificar o país”, mais do que tentar esconder os crimes cometidos pela ditadura militar, o governo coloca sua digital marcada pelo sangue daqueles que morreram lutando por dias melhores, por condições dignais de vida e trabalho.

Mais do que a dança das cadeiras de ministros feita pelo governo genocida, mais do que a renúncia dos chefes das Forças Armadas, a gravidade segue sendo a ação desse governo que leva grande parte da classe trabalhadora e de seus filhos ao matadouro seja pela fome, seja pelo vírus.

Não há vacina para todos, não há sequer auxílio emergencial de no mínimo R$ 600,00, o que há é a sanha desse governo genocida de se manter a qualquer custo atacando as liberdades democráticas e principalmente os direitos da classe trabalhadora para garantir ao Capital mais e melhores condições de aprofundar a exploração.

HOJE NÃO É DIA DE COMEMORAÇÃO, HOJE É MAIS UM DIA PARA RELEMBRAR TODOS OS NOSSOS QUE FORAM ASSASSINADOS POR UMA DITADURA MILITAR FINANCIADA PELA BURGUESIA.

NÃO ESQUECEMOS, NÃO PERDOAMOS E MAIS DO QUE ISSO: NÃO DEIXAREMOS DE LUTAR CONTRA OS ATAQUES DOS PATRÕES E DE SEU GENOCIDA GOVERNO.

DITADURA NUNCA MAIS.

FORA BOLSONARO: PARAR ESSE GOVERNO PARA PARAR A MATANÇA