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NÃO SÃO NÚMEROS, SÃO VIDAS Direção dos Correios a mando do governo Bolsonaro coloca os trabalhadores na mira da morte: mais de 200 morreram adoecidos pela COVID 19 nos Correios

Paulo César, trabalhador nos Correios em Juruena cidade do interior de Mato Grosso, morreu no dia 27 de fevereiro, é mais uma vítima não só da COVID 19, mas também da ação do governo da morte de Bolsonaro que nega a gravidade da doença, que leva para o matadouro milhares de trabalhadores que sob seu governo são obrigados a se exporem ao novo coronavírus que já matou mais de 300 mil pessoas no Brasil e segue contaminando milhões por conta da ação genocida do governo.

A chefia e a gerência dos Correios em Mato Grosso sabiam que Paulo César além de estar contaminado, apresentava sintomas da doença e mesmo assim o fizeram ir trabalhar, carregar e descarregar caminhões para garantir a circulação das mercadorias do Capital.

O trabalhador trabalhou doente, a contaminação se espalhou no local de trabalho , Paulo César disse a sua chefia que estava com falta de ar e a única coisa que teve como resposta é a de que as encomendas não podem atrasar para chegar ao seu destino.

A crueldade desse governo escancara que a vida da classe trabalhadora não importa: seja em Mato Grosso, Goiás e em todos os estados, a ordem da direção dos Correios é esconder casos suspeitos ou confirmados de COVID 19 e assim o governo mais do que contribuir com a contaminação lança os trabalhadores e suas famílias na mira da morte.

A orientação recebida pelas chefias é só afastar os trabalhadores que estão com sintomas e a ação criminosa vai além, pois no Mato Grosso Paulo César foi obrigado a trabalhar doente e após duas semanas morreu.

Em Goiânia/Go num dos CDD’S dos Correios, primeiro 3 trabalhadores foram diagnosticados com a Covid-19, logo depois 14, depois 20, chegando a 41 trabalhadores contaminados de um total de 47 que trabalham atualmente na unidade e desses um trabalhador morreu e outro estava na UTI, em estado grave. 

Os requintes de crueldade desse governo não têm fim, obrigaram Paulo César a trabalhar doente, ele morreu e sua família só conseguiu fazer o translado de seu corpo através da solidariedade de familiares e amigos, pois nem a devida assistência para o funeral foi feita. 

Paulo César depois de descarregar um caminhão chegou a dizer para sua chefe mesmo lhe faltando o ar a seguinte frase “somos todos Correios”, essa é a demonstração mais cruel de como a ideologia imposta pelo Capital e seus capachos governos tentam enganar os trabalhadores.

Paulo César tentava se convencer que fazia parte de uma “mesma família”, mas para o Capital e seu capacho e genocida governo as famílias que importam são a dos capitalistas que seguem se enriquecendo ainda mais durante a pandemia e a família do presidente que está afundada no mar da corrupção e junto a ele defende tudo que vai na contramão do combate à pandemia: aglomeração, continuidade de todas as atividades não essenciais nesse momento grave da pandemia, e mais: não garante a devida vacinação, os recursos necessários no SUS para o aumento de leitos em UTI’S e para o os medicamentos necessários para a intubação. E assim o governo Bolsonaro lança os trabalhadores à morte.

Não são números, são vidas, que têm história, que têm em volta de si pessoas que os amam, sejam trabalhadores nos Correios, nos serviços públicos, trabalhadores nas indústrias em que produção não é essencial nesse momento de pandemia, nos bancos, no comércio, são vidas arrancadas por esse governo genocida.

O Sindicato dos Trabalhadores nos Correios no Mato Grosso/Intersindical, como os demais Sindicatos de luta, além das devida ações judiciais responsabilizado os Correios pela tragédia provocada por sua conduta, seguem exigindo a paralisação de todas as atividades não essenciais nesse momento grave de pandemia, como a exigência de testagem de todos os trabalhadores, o afastamento daqueles que estão com sintomas da doença e as devidas medidas de segurança nos locais de trabalho de serviços essenciais.

Essa é uma luta do conjunto da classe trabalhadora, paralisar tudo que não é essencial nesse momento grave de pandemia, garantir empregos, salários e direitos, vacinação já e para todos e a volta do auxílio emergencial de no mínimo R$ 600,00 para milhões de nossa classe que não temo como se sustentar

Para parar a matança que já arrancou mais de 300 mil vidas é preciso parar o governo genocida, por isso lutar pelo fim do governo Bolsonaro é lutar em defesa da vida.

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