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Nos EUA, a polícia atira para matar contra mais um homem negro As manifestações mostram que é só na luta do conjunto da classe trabalhadora que se derrota o racismo 

George Floyd um trabalhador negro foi assassinado pela polícia americana em maio desse ano, sua morte reascendeu a chama da indignação contra o racismo no centro do sistema do capitalista.

Sistema que só existe e se mantém a partir da exploração e se utiliza da herança da escravidão para manter a opressão contra mulheres e homens negros como forma de avançar na exploração do conjunto da classe trabalhadora.

No dia 23 agosto, Jacob Blake outro homem negro foi alvejado por tiros disparados pela polícia americana na frente de seus filhos e uma nova onda de protestos se espalharam em várias cidades americanas.

Durante as manifestações, novamente se escancara a que serve a política segregacionista e armamentista do EUA: garantir mais lucros as indústrias de armas se utilizando também da ideologia que tenta definir quais seres humanos devem viver ou morrer a partir de sua cor e classe.

Kyle Rittenhouse, um jovem branco de 17 anos apoiador de Donald Trump invadiu uma das manifestações contra a violência policial e matou duas pessoas, entre elas, está um jovem skatista, Anthony Huber de 26 anos, um jovem branco que como tantos outros estão presentes nas manifestações. Anthony usou seu skate como escudo para tentar proteger os que estavam na manifestação. 

Nos EUA, aqui em qualquer lugar, a luta deve ser da classe trabalhadora contra o sistema que oprime e mata: no Brasil sob o governo racista, homofóbico e machista de Bolsonaro, a imprensa agora começa a dar visibilidade para a violência de Estado que agride e mata os pobres e entre eles mata mais os negros. João Pedro, Agatha e tantas outras crianças negras foram assassinadas pelas balas da repressão do Estado no Rio de Janeiro, em São Paulo várias imagens mostraram nos últimos meses a violência policial contra jovens e mulheres negras nas periferias. São negros, mas também são pobres, são trabalhadores, é a nossa classe que sempre está na mira da violência desse Estado que existe para atender os interesses do Capital.

Portanto é só na luta contra o Capital e seus capachos governos que na esfera do Estado ampliam os ataques aos trabalhadores e tentam naturalizar o racismo, a homofobia e o machismo que poderemos derrotar esse sistema que se mantém na alienação, opressão e exploração da classe trabalhadora.

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