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MAIS DE MIL MORTES POR DIA, 500 MIL CASOS CONFIRMADOS DE CONTAMINAÇÃO, QUASE 30 MIL MORTOS Esse é o Brasil com um desgoverno genocida que tripudia a dor e a vida de milhões de trabalhadores

Maio se encerrou colocando o Brasil como o novo epicentro da pandemia provocada pelo novo coronavírus, o país ultrapassou a França no número de mortes, ficando em quarto lugar, atrás dos EUA, Reino Unido e Itália.

Mais de mil mortes diárias foram registradas por dias seguidos, são quase 30 mil mortes e 500 mil contaminados e os números são ainda mais avassaladores, pois a subnotificação dos casos persiste. Não há testagem em massa e o governo genocida de Bolsonaro não faz outra coisa desde que a pandemia começou a não ser tentar destruir a única arma capaz de conter o contágio, o isolamento social. 

A receita do governo da morte é potencializar a aglomeração, colocar os trabalhadores confinados nos locais de trabalho, nos transportes, e se colocar acima da ciência, ao bradar que a hidroxicloroquina é o “seu remédio” para uma doença que ainda não tem vacina nem tratamento e já matou mais de 300 mil pessoas e contaminou mais de 7 milhões no mundo.

Governos estaduais também se submetem aos interesses do Capital e afrouxam ainda mais as medidas de isolamento: na última semana de maio, o governador do estado de São Paulo, João Dória/PSDB, que muito falou da necessidade de isolamento social, aliado de última hora de Bolsonaro nas eleições de 2018 e agora na pandemia se tornou mais um de seus desafetos, começou a afrouxar ainda mais o isolamento nas cidades paulistas. 

Importante lembrar que tanto Dória, como outros governadores em todos os seus decretos relativos à pandemia, sempre protegeram os interesses dos grandes grupos privados, exemplo disso, no estado de São Paulo é que não houve nenhum impedimento para que as indústrias, mesmo aquelas que não estão entre os setores essenciais de produção nesse período de pandemia continuassem a funcionar, o resultado disso foi o confinamento dos trabalhadores dentro das fábricas. 

Os patrões se aproveitaram da pandemia para impor as saídas de sua crise, que já estava em curso antes do novo coronavírus. Demitiram em massa, impuseram a Medida Provisória 936 do governo genocida de Bolsonaro para reduzir salários e continuar com as demissões, essas medidas a cada dia mostram que não foram feitas para garantir o devido isolamento e proteger os empregos, ao contrário, preservam os negócios privados do Capital e jogam os trabalhadores na mira do vírus e da fome.

Todas as medidas impostas pelo governo genocida de Bolsonaro têm como único objetivo garantir a proteção dos lucros dos capitalistas, governos estaduais e também prefeituras começam a impor a MP 936 aos trabalhadores contratados pelas tais Organizações Sociais (OSs) que na realidade são o instrumento dos governos para avançar na terceirização precarizando ainda mais as condições de trabalho, reduzindo salários e direitos.

O asqueroso ainda presidente e seu governo, preocupados em fugir das investigações que revelam o óbvio, a produção e disseminação de mentiras durante a eleição em 2018 e durante seu governo, sua relação e de sua família em esquemas de desvio de verba em gabinetes parlamentares, sua relação com as milícias, reúne sua corja minoritária e fascista para berrar em frente ao STF e o próprio presidente e seus ministros ameaçam o Judiciário dizendo que a cada dia a crise se agudiza.

Só declarações e notas de repúdio contra o governo e sua corja não vão adiantar, como também não adianta esperar pelo rito burocrático do Congresso Nacional e do STF para avançar nas centenas de pedidos que exigem o fim desse governo. Pois tanto o Congresso Nacional como o STF tentam, em nome de garantir os interesses da burguesia que ainda não dispensou Bolsonaro, manter esse governo agonizante, responsável direto pelo aumento das mortes em meio a pandemia, pelas milhares de demissões, pela retirada de direitos, pelo aumento da miséria.

É no fortalecimento da nossa luta, da luta do conjunto da classe trabalhadora, dos que estão empregados, desempregados e na informalidade que vamos avançar contra os ataques dos patrões, derrotar esse governo da morte.

Fortalecer as manifestações como as realizadas pelas torcidas organizadas antifascistas que tão bem concentraram a energia para enfrentar a corja covarde desse governo genocida também é um passo importante dessa luta. No domingo as torcidas enfrentando a provocação dos fascistas e a cumplicidade das policias militares dóceis à corja apoiadora de Bolsonaro e violenta com os defendem as liberdades democráticas, colocaram a palavra de ordem em movimento: “Nem guerra entre as torcidas, nem paz entre as classes”.

É na luta organizada dos trabalhadores que vamos enfrentar os ataques dos patrões e seu capacho governo. É na luta que mandaremos de volta para os grotões dos saudosos da ditadura militar a corja fascista e covarde que se borra nas calças ao ver a força dos trabalhadores quando se unem como classe.

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