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MAIS DESRESPEITO À POPULAÇÃO TRABALHADORA Governos viram as costas para o sofrimento da população com as enchentes e culpam o volume da chuva para esconder sua responsabilidade 

Em Minas Gerais, no mês de janeiro, mais de 50 pessoas morreram e mais de 50 mil estão desabrigadas, vítimas do descaso dos governos que não investem em obras básicas de infraestrutura que diminuiriam o estrago causado pelas enchentes. O governador Romeu Zema/Novo, que não enfrenta o duro dia a dia dos pobres, se incomodou de sujar seus sapatos por ter que percorrer ruas cheias de lama em lugares que não fazem parte do seu cotidiano, e tenta responsabilizar os mais pobres que moram em lugares em que o que impera é ausência de políticas públicas.

A falta de políticas públicas (moradia, saneamento, urbanismo) é a responsável pelo sofrimento da população trabalhadora, seja em Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo e em tantas regiões, em que, quem sofre com o descaso dos governos são os mais pobres.

No dia 10 de fevereiro, o estado de São Paulo escancarou essa realidade: trabalhadores ilhados em ônibus na capital, pessoas desabrigadas em cidades do interior, desmoronamento em Osasco que soterraram pessoas, como uma criança que está hospitalizada.

Os governadores culpam o maior volume das chuvas, ou então tentam jogar o problema para governos anteriores, mas a realidade é que, seja em São Paulo, onde o estado está sob o governo do PSDB há mais de 20 anos, seja em outros estados, em que se troca o nome do governador ou o prefeito, mas se mantém a mesma política de cortes drásticos em obras públicas, o resultado para os mais pobres é morte, desabrigo, a perda de tudo do muito pouco que se têm. Em São Paulo, enquanto a população sofria com o estrago da enchente, o governador João Dória assistia a tudo de longe e, de Dubai, dava declarações para que a população não saísse de casa.

Os sucessivos governos tentam responsabilizar o problema do caos com enchentes aos que moram nos morros, nas encostas, nos lugares mais precários, não por escolha, mas sim por ausência de moradia digna, ao mesmo tempo em que fogem de responder sua liberalidade e conivência com as construções de grandes edificações residenciais, industriais e comerciais da burguesia que se beneficia da falta de regulação e fiscalização dessas mega construções em que os parasitas do capital se beneficiam.

Seja o governo federal de Bolsonaro (sem partido) sejam os mais diversos governos estaduais e municipais, como João Dória no estado de São Paulo e Bruno Covas prefeito, ambos do PSDB, tentam fugir de sua responsabilidade pela ausência de políticas públicas que de fato garantam moradias seguras e dignas, saneamento e urbanismo.

Enquanto os gerentes da máquina do Estado cortam investimentos na saúde, educação, saneamento, moradia e querem entregar tudo  que é público para as empresas privadas, quem sofre são os trabalhadores, os mais pobres.

Não é uma fatalidade natural provocada pelas chuvas, é consequência da ação imposta pelos governos que estão à serviço de atender as demandas daqueles que se beneficiam da desgraça de quem é pobre e trabalhador.

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