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No Chile, mesmo com prisões e centenas com olhos arrancados pela repressão do governo de Sebasitan Piñera, a luta por condições dignas de vida e trabalho continua

“Entreguei meus olhos para que as pessoas despertassem”, essa frase foi dita por Gustavo Gatica, um jovem estudante de 21 anos, que perdeu a visão dos dois olhos, vítima das balas da repressão do governo de Sebastian Piñera. 

Desde o início das manifestações em outubro, milhares foram detidos, muitos ainda continuam presos, as denúncias de violência sexual cometida pela polícia aumentam e mais de 400 pessoas sofreram algum trauma ocular, muitos perderam pelo menos uma visão, além disso a ação da repressão do Estado matou mais de 20 pessoas.

Matam, arrancam os olhos de estudantes e trabalhadores, violam os corpos de mulheres, atacam com suas balas, bombas e gás, mas o governo não conseguiu retirar os trabalhadores e os jovens das ruas, que continuam na luta por condições dignas de vida e trabalho.

A partir do fortalecimento da luta, com grandes greves gerais, o governo chileno foi obrigado a recuar em várias medidas que tentava impor, como o aumento da tarifa do transporte, energia entre outros, além disso anunciou aumento no valor das pensões e subsídios na área da saúde, mas isso ainda é muito pouco, comparado a décadas de intenso arrocho salarial e retirada de direitos impostos desde a ditadura Pinochet, o que provocou o enorme fosso de desigualdade social no país.

A visão dos trabalhadores e estudantes chilenos está para além dos olhos, está na revolta com anos de ações dos governos que garantiram aos capitalistas o aumento de seus lucros às custas do extermínio de direitos e do aumento da miséria. A luta continua no Chile e é nosso dever fortalecer a solidariedade ativa denunciando as atrocidades do governo, exigir a libertação imediata dos presos políticos, a punição das forças de repressão que cometeram estupros, arrancaram olhos e vidas e mais do que isso, é hora de fortalecermos a nossa luta aqui no Brasil contra os ataques do governo Bolsonaro que, através de seu ministro da economia Paulo Guedes, quer impor aqui a mesma política de privatização de tudo que é público e acabar de vez com os direitos.

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