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A DESUMANA REFORMA DA PREVIDÊNCIA ATACA AINDA MAIS AS MULHERES TRABALHADORAS

A desumana reforma da Previdência do governo Bolsonaro, aprovada pela corja que está no Congresso Nacional, ataca o conjunto dos trabalhadores e de forma mais violenta, as mulheres trabalhadoras.

O aumento da idade para aposentadoria de 60 para 62 anos e junto a isso, o aumento do tempo de contribuição para as mulheres, tenta naturalizar a dupla jornada à que são submetidas as trabalhadoras.

Não é um privilégio as mulheres se aposentarem antes dos homens: isso está longe de ser uma reparação às trabalhadoras que são submetidas à dupla e muitas vezes tripla jornada de trabalho por essa sociedade capitalista que se utiliza do machismo, para tentar deixar invisível o serviço doméstico que continua sendo imposto como uma tarefa das mulheres, serviço esse não remunerado e tão importante na engrenagem do sistema capitalista.

As mulheres que pertencem à classe trabalhadora, depois de uma dura jornada de trabalho fora de casa, ainda enfrentarão a dura jornada do serviço doméstico: cozinhar, lavar, arrumar a casa e principalmente, na maioria das vezes, o cuidado com os filhos ainda está sob responsabilidade da mulher trabalhadora. O capitalismo se utilizou da herança do patriarcado para tentar naturalizar a desigualdade entre homens e mulheres e assim o cuidado com os filhos e o serviço doméstico imposto às mulheres e não reconhecido, é parte importante da engrenagem do Capital para ampliar a exploração ao conjunto da classe trabalhadora.

As alterações nas pensões impostas pela reforma da Previdência, também atacará mais as mulheres: hoje mais de 80% que recebem pensões são mulheres, e com aprovação dessa desumana reforma, o valor da aposentadoria foi reduzido para 60%; se a viúva tiver filhos, a pensão terá um acréscimo de 10% para cada dependente. Novamente, as mais atacadas, serão as mulheres.

Para enfrentar esse governo que já demonstrou que não respeita mulheres, que tem asco por homossexuais, que trata negros como seres inferiores, que odeia os trabalhadores e quer aprofundar a desigualdade social, não tem outro caminho que não seja a luta do conjunto da classe trabalhadora.

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