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MAIS UMA VIOLÊNCIA CONTRA A CLASSE TRABALHADORA: MAIORIA DO SENADO APROVA A REFORMA DA PREVIDÊNCIA QUE PROTEGE OS PATRÕES E ATACA OS DIREITOS DOS TRABALHADORES

Em Brasília, nessa semana, o Senado Federal aprovou em primeira votação a desumana reforma da Previdência do governo Bolsonaro, que aumenta o tempo de contribuição e a idade para aposentadoria, além de diminuir os valores que serão pagos aos trabalhadores.

Além do aumento da idade, do tempo de contribuição e da diminuição dos valores das aposentadorias, a reforma ataca outros direitos da Previdência, como as pensões, as aposentadorias por invalidez e também a aposentadoria especial, pois aumenta o tempo de trabalho para os trabalhadores que são obrigados a trabalhar em situações de mais risco; ou seja, o governo e sua corja no Congresso Nacional quer obrigar os trabalhadores a trabalhar até morrer, ao mesmo tempo em que segue protegendo as empresas que não pagam o que devem à Previdência.

A proposta aprovada na Câmara dos deputados sofreu pouquíssimas alterações no Senado federal e nenhuma delas têm o objetivo de combater o calote à Previdência, de mais de R$500 bilhões, de grandes empresas do setor industrial, financeiro, do comércio e agronegócio.

O governo Bolsonaro e a maioria do deputados e senadores querem arrancar de quem quase nada tem e proteger os interesses privados dos capitalistas. Mesmo estando fora da reforma que está em votação, o projeto de capitalização da Previdência não saiu dos objetivos do governo que, além de querer privatizar tudo que pode se tornar mercadoria rentável para o Capital, também quer transformar a Previdência em fonte de lucro para os banqueiros.

O governo e Congresso que celebram o serviço sujo que fizeram contra os trabalhadores é formado por aqueles que, em sua grande maioria, ou já recebem gordas aposentadorias ou as receberão antes da aprovação final dessa reforma.

A votação em segundo turno no Senado está prevista para acontecer ainda em outubro e a única preocupação dos parlamentares é sua negociata em relação aos royalties do pré-sal; ou seja, se dispõem a levar para guilhotina os direitos dos trabalhadores desde que consigam levar para seus estados mais dinheiro vindo dos leilões do petróleo.

Mesmo não tendo conseguido abocanhar na reforma da Previdência o mísero abono salarial (o PIS) de quem recebe hoje até dois salários mínimos, o governo age para, junto com a reforma da Previdência, aprofundar a reforma trabalhista, o que vai significar mais arrocho salarial, menos direitos e mais demissões; ou seja, é aumento dos lucros para o Capital e mais miséria para os trabalhadores.

A reforma da Previdência, combinada com a reforma trabalhista, além de impedir que grande parte dos trabalhadores consiga um dia se aposentar, vai piorar ainda mais as condições de trabalho e manter o alto nível de desemprego.

Para enfrentar esse ataque brutal contra os trabalhadores é preciso fortalecer a luta nos locais de trabalho e nas ruas. Não é a pressão nos gabinetes da corja que está no governo e no Congresso Nacional que irá barrar o fim dos direitos e nem esperar pelas próximas eleições É só a luta organizada do conjunto dos trabalhadores dos que estão empregados e desempregados, dos que trabalham nas empresas privadas e no funcionalismo público que pode conter a carnificina que o Capital e seus agentes no Estado tentam impor contra à classe trabalhadora.

Link permanente para este artigo: http://www.intersindical.org.br/2019/10/04/mais-uma-violencia-contra-classe-trabalhadora/