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A REPRESSÃO DO ESTADO MATANDO JOVENS E TRABALHADORES. SEU CRIME? SEREM POBRES Em uma semana, Polícia no Rio de Janeiro assassina 5 jovens

Agosto está sendo marcado de sangue, sangue de jovens estudantes e trabalhadores que estão sendo executados pelos órgãos de repressão do Estado.

Com o discurso hipócrita de combate ao crime, seja o governo Bolsonaro, seja o governador do Rio de Janeiro Wilson Witzel, mais do que estimular querem liberar a pena de morte nas ações da Polícia Militar.

São parte de nossa classe, eles têm nome, eles têm uma história que foi abortada por um governo que estimula o ódio e a matança:

Gabriel Pereira Alves tinha 18 anos, Lucas Monteiro dos Santos da Costa, tinha 21 anos, Tiago Freitas tinha 21 anos, Dyogo Costa Xavier de Brito tinha 16 anos, Henrico de Jesus Viegas de Menezes Júnior tinha 19 anos, Margareth Teixeira tinha 17 anos e um filho de 1 ano e 9 meses.

Margareth carregava seu filho no colo, a criança foi ferida no pé e sua mãe foi assassinada por balas que de perdidas nada têm. Henrico, que trabalhava e estudava, foi assassinado quando estava indo em direção à uma oficina fazer um conserto em sua moto.

Dyogo Coutinho estava indo para seu treino de futebol, quando foi assassinado pela Polícia. Para o avô que carregou o corpo de seu neto encharcado de sangue, a Polícia disse que o menino era um bandido. Na mochila de Dyogo, ao invés da mentira da Polícia que dizia que o jovem carregava drogas, o que havia era seu par de chuteiras. Gabriel Pereira foi assassinado quando estava indo para a escola, Lucas Monteiro foi assassinado enquanto fazia um bico de DJ numa festa na zona norte do Rio de Janeiro.

Na sexta-feira, dia 16 de agosto, mais uma vítima: o torneiro mecânico José Luiz de Oliveira Filho, de 27 anos, foi baleado e morto quando voltava de uma compra de refrigerantes para a festa de sua sobrinha. José estava indo buscar sua mãe; não chegou. José, que tem duas filhas, foi assassinado e a Polícia se limita a dizer que encontrou o corpo morto no chão.

Eram jovens, pobres, trabalhadores, filhos de nossa classe que foram mortos, pelas mãos assassinas da repressão do Estado que através desse governo que a cada dia escancara seu ódio pela classe trabalhadora quer legitimar as ações oficiosas e oficias da Polícia e suas milícias.

As declarações do governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel legitimam a matança que ele próprio defende; a fala carregada de ódio do governador, que defende abater todos aqueles que ele define como criminosos, chega ao absurdo de responsabilizar os que lutam pelos Direitos Humanos pela matança que tem sido provocado pela política de extermínio desse governo.

Crianças vão para escola com medo dos tiros, crianças não podem brincar nas ruas da comunidade com medo dos tiros, escreveram cartas, desenharam a violência que sofrem e o que responde o governador? De maneira torpe, chega a dizer que as crianças foram manipuladas pelo crime organizado para escrever as cartas pedindo socorro.

O sangue do neto derramado pelos órgãos de repressão do Estado está na camisa do avô, esse avô que escancarou uma dor que não é só sua, uma dor de tantas mulheres e homens de nossa classe que estão tendo os filhos arrancados de seus braços pela política assassina desse governo que pretende ampliar a matança.

Enquanto avós, mães e pais choram os corpos que tiveram a vida arrancada pelas balas assassinas do Estado, o governo Bolsonaro tenta impor seu projeto de lei que pretende alterar o Código Penal sobre excludente de ilicitude, que tem por objetivo liberar a Polícia a matar. O critério será sempre o mesmo, o alvo preferencial serão nossos jovens, pobres e negros que moram nas periferias.

O sangue derramado é nosso, é hora de transformar a dor em movimento, a tristeza em força para lutar em defesa da vida contra esse governo e sua política de morte.

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