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MAIS UMA LIDERANÇA INDÍGENA É ASSASSINADA E O GOVERNO É CONIVENTE

No dia 23 de julho, no Amapá, o líder indígena, Emyra Waiãpa foi assassinado, esse é mais um crime cometido por garimpeiros que intensificaram a violência contra os povos indígenas depois da posse de Bolsonaro.

A reserva que fica a 300 km da capital, Macapá, foi invadida por garimpeiros armados e as denúncias de violência contra as tribos aumenta a cada dia.

A declaração de Bolsonaro ao ser questionado sobre mais esse assassinato foi o absurdo de colocar em dúvida se de fato houve um assassinato. O presidente que quer a todo custo acabar com as demarcações das terras indígenas para entregar os fartos recursos naturais para as mineradoras disse que: “não tem nenhum indício forte que esse índio foi assassinado lá.” 

A declaração de Bolsonaro, é mais uma demonstração escancarada do que defende esse governo, Bolsonaro já como deputado e durante a campanha sempre mostrou sua repugnância e desrespeito aos direitos e a cultura dos povos indígenas, como sempre defendeu o fim das de terra.

Na mesma semana em que mais um indígena era assassinado, o governo tentava mascarar os dados sobre o desmatamento da Amazônia, ao tentar submeter os dados de pesquisa do INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) a análise do presidente que de desmatamento nada entende, Bolsonaro entende é de estimular o ódio e a violência contra os que lutam por dignidade e direitos.

Questionar os dados sobre o desmatamento, ser contra o direito básico dos indígenas terem suas reservas já tão dizimadas, por em dúvida mais um crime contra os que lutam por seus direitos, faz parte da política desse governo que quer transformar o que resta da Amazônia em um parque submisso aos interesses privados do Capital que está sedento pelas riquezas naturais que ainda restam nesse pedaço do mundo protegido pelas comunidades que lá habitam.

Nossa solidariedade ativa aos povos indígenas, a cada passo de nossa luta fortalecer a luta dessas comunidades ancestrais que buscam seu direito básico de autodeterminação, o respeito a seus valores e sua cultura, pelo direito de viverem e cuidarem da terra.

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