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MAIS REPRESSÃO DO ESTADO NOS ESPAÇOS DA EDUCAÇÃO: Professora Camila Marques e três alunos são presos dentro de escola em Águas Linda/Goiás.

Não nos calarão, a luta segue contra a política do governo que tenta criminalizar a classe trabalhadora e seus filhos.

Policiais entraram na manhã desse dia 15 de abril, no Campus do Instituto Federal (IFE) em Águas Lindas/Goiás, desrespeitando o espaço escolar, prenderam três alunos, menores de idade e a professora Camila Marques, militante da Intersindical e da direção do SINASEFE, que ao exercer seu dever de ofício que além de ensinar é proteger os alunos enquanto estão sob os cuidados da escola, foi algemada, teve seu celular apreendido por ter filmado a ação absurda e violenta da Polícia e foi levada junto com adolescentes para Delegacia.

O argumento que não se justifica dos policiais para entrar na escola e tentar intimidar alunos e professores é que investigavam uma suposta tentativa de ataque à escola que fora denunciada durante o final de semana. Passaram por cima de direitos básicos garantido no Estatuto da Criança e do Adolescente, desrespeitaram regras básicas da comunidade escolar e novamente numa ação em que se acham acima de tudo e de todos, levaram uma professora e três alunos para a Delegacia.

O campus do IFE em Águas Lindas, além de ser um espaço de ensino, também como deve ser, tem sido espaço junto à comunidade que tem realizado manifestações exigindo políticas públicas que atendam a população trabalhadora, manifestações essas que com frequência têm sido reprimidas pela Polícia.

A repressão nas escolas se amplia por conta da política do governo Bolsonaro: há menos de um mês, o professor Gabriel de Uberlândia foi preso junto com alunos da escola onde trabalha, por também cumprir com seu dever de ofício, Gabriel ficou três dias preso, seu crime? Nenhum, denunciou a ação arbitrária da Polícia contra jovens estudantes da periferia. A repressão do Estado se ampliou e invade as escolas estimulada pelo governo Bolsonaro que quer transformar o espaço do ensino, em fábrica de adestramento de seres humanos para que sejam servis ao Capital.

Camila e os alunos foram liberados da Delegacia no início da tarde e alunos do IFE com Organizações sindicais e movimentos sociais realizaram manifestação no campus do Instituto contra mais essa ação absurda da Polícia. A luta e a solidariedade é em mais uma demonstração de que nossa luta contínua.

Não nos calarão, nossa luta se fortalece a cada dia contra a política do governo que para atender os interesses do Capital ataca nossos direitos e nossas vidas.

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