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Rosa Luxemburgo, uma vida dedicada à luta da classe trabalhadora

Rosa Luxemburgo nasceu na Polônia, ainda muito jovem se encontrou com a luta da classe trabalhadora e desde então colocou sua vida a enfrentar não só teoricamente, mas na luta direta os ataques do capitalismo e de seus governos.

Iniciou sua militância na Polônia, foi para Alemanha e através de seu exemplo concreto na luta da classe trabalhadora enfrentou tanto na teoria como na prática o reformismo do Partido Social Democrata alemão, um Partido que nasceu com os trabalhadores em suas lutas, mas que sucumbiu à conciliação de classes se adequando a ordem capitalista.

Rosa lutou intensamente para que o Partido Social Democrata não sucumbisse a participação na I Guerra Mundial. Com coerência e firmeza Rosa mostrou que a participação da Alemanha na guerra tinha como objetivo colocar os trabalhadores nos fronts de guerra para atender os interesses imperialistas do Capital.

Rosa teve participação ativa e dirigente nas lutas diretas da classe trabalhadora na Alemanha, luta que se fortaleceu a partir da Revolução Russa em 1917. Foi uma das fundadoras da Liga Spartakus, embrião do Partido Comunista Alemão.

Rosa não falava simplesmente o que os trabalhadores precisavam fazer para se libertar das correntes de uma sociedade de exploração, Rosa era parte da luta de enfrentamento contra o Capital e seu Estado.

Por seu compromisso e firmeza na luta dos trabalhadores, Rosa foi perseguida e presa diversas vezes pelos agentes do Capital na máquina do Estado, mas não sucumbiu, continuou junto a sua classe.

O Capital agiu para tentar frear o intenso processo de luta dos trabalhadores na Alemanha, através do governo e com a conivência da social democracia alemã no dia 15 de janeiro de 1919 Rosa Luxemburgo e Karl Liebknecht também militante do Partido Comunista foram assassinados.

O corpo de Rosa foi jogado num rio, mas o exemplo de sua vida se espalhou pelo mundo afora, pois Rosa como tantos outros homens e mulheres que defendem uma outra sociedade, sem explorados e sem exploradores, seguem junto à sua classe enfrentado o Capital.

Em tempos em que tanto no Brasil, como em outros países, os governos de plantão tentam reescrever a história real, invertendo o sentido da humanidade atacando mulheres, homens e crianças a partir do lugar onde nasceram, de sua cor ou de sua orientação sexual, tempos em o Capital busca mais e intensas formas de aumentar a exploração atacando a dignidade e a vida dos trabalhadores, o exemplo concreto de Rosa Luxemburgo segue vivo.

Cem anos se passaram do assassinato de Rosa, mas seu exemplo de vida segue mais vivo do que nunca. A nossa Rosa vermelha com seu exemplo de dedicação, coerência e firmeza sintetizou porque o socialismo é uma necessidade para humanidade: para que tenhamos um mundo onde sejamos socialmente iguais, humanamente diferentes e totalmente livres.

 

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