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OUTROS OUTUBROS VIRÃO REPLETOS DE SOL, DE LUZ E LUTA. 100 ANOS DA REVOLUÇÃO RUSSA, 100 ANOS DA GREVE GERAL DE 1917: A LUTA DA CLASSE TRABALHADORA CONTINUA!

Há cem anos atrás, na distante Rússia, mulheres, homens, jovens trabalhadores, pararam as fábricas, foram às ruas em grandes e intensas marchas, lutavam por pão, terra e paz. Milhares dos seus estavam morrendo no front de uma guerra provocada pelo Capital, outros milhares morrendo por causa do fome provocada pelo mesmo Capital.

Essas mulheres e homens trabalhadores foram além da reivindicação do pão, da terra para plantar o alimento, do fim da guerra: ocuparam as fábricas, criaram sovietes, ou seja, formas independentes de organização operária, avançaram de uma greve geral, para uma insurreição e fizeram uma Revolução Socialista, socializaram os meios de produção e de conhecimento.

Os meios de dominação do Capital ao longo desse século fizeram de tudo para tentar esconder a verdadeira história e a importância da Revolução Russa para a classe trabalhadora mundial. Atacar a Revolução e suas conquistas era condição para continuidade e expansão do Capitalismo exterminar qualquer outra forma de organização da sociedade que não tivesse como base a exploração. Para isso potencializaram a degeneração daqueles que abandonaram os princípios da Revolução e principalmente fizeram de tudo para exterminar a rica experiência que os trabalhadores foram capazes de produzir: socializar os meios de produção que até então estavam nas mãos daqueles que se apropriaram da riqueza produzida pela classe trabalhadora.

Nesse mesmo ano, vindos de diversas regiões do mundo, principalmente da Europa, nos encontramos como classe trabalhadora no Brasil, sofrendo com as intensas jornadas de trabalho que chegavam à 16 horas diárias, sem a mínima proteção à saúde e à vida, com salários extremamente arrochados, parindo nossos filhos dentro das fábricas e com nossas crianças sendo obrigadas a trabalhar.

O pavio da revolta também se acendeu aqui e fomos capazes de construir uma greve geral que paralisou a cidade de São Paulo por 45 dias. Foi a partir dessa intensa luta, parando as máquinas e a produção de valor que começamos a garantir os direitos que hoje estão sendo ameaçados.

A história da classe trabalhadora é a história de suas lutas, embora o Capital, seu Estado e seus meios de dominação ideológica tentem sequestrá-la de nós. Fazem isso para tentar enganar as gerações herdeiras dessa intensa luta, para que não busquem seu lugar de pertencimento, para que não se reconheçam como classe trabalhadora, para que, alienados no espaço privado do trabalho, pensem cada qual em si e se submetam a exploração de cada dia.

Mas eles não conseguiram apagar nossa memória coletiva, nem destruir todas as conquistas das lutas de um século atrás.

E nesse 2017 há muito pelo que lutar. O Capital e seu Estado querem mais do que a implementação de suas reformas trabalhistas e da Previdência, querem mais do que acabar com os direitos garantidos através da luta de gerações que vieram antes de nós: querem atacar a Organização independente e comprometida com os trabalhadores.

Querem atacar as Organizações da Classe Trabalhadora que não sucumbiram à conciliação de classes com aqueles que se fartam em seus banquetes às custas do aumento da violência, da fome e da morte de parte significativa de nossa classe.

A melhor forma de manter viva nossa memória, de honrar nossa história e de garantirmos a nós e as gerações que ainda virão novos outubros repletos de sol e de luz é não fugirmos daquilo que os que nos exploram e oprimem mais temem: nos reconhecermos como classe trabalhadora, produtora de toda riqueza e, unidos, nos colocarmos em luta por nenhum direito a menos e por uma outra e nova sociedade, que seja de igualdade, que seja socialista.

GREVE GERAL – SÃO PAULO – 1917

GREVE GERAL – SÃO PAULO – 1917

GREVE GERAL – SÃO PAULO – 1917 GREVE GERAL – SÃO PAULO – 1917

REVOLUÇÃO RUSSA – 1917

REVOLUÇÃO RUSSA – 1917 REVOLUÇÃO RUSSA – 1917

Poema: 150.000.000
Maiakóvsky (1920)

Poema: O amor
Maiakóvsky (1923)

Poema: Nuvem de calças
Maiakóvsky (1915)

 

ERA 1917:
PÃO, PAZ E TERRA.
NÃO À GUERRA.
NÃO À FOME.

À LUTA CAMARADAS!
MULHERES E HOMENS TRABALHADORES PARARAM AS MÁQUINAS, OCUPARAM AS FÁBRICAS, TOMARAM AS RUAS.

FIZERAM UMA REVOLUÇÃO!
SOCILIZARAM OS MEIOS DE PRODUÇÃO E DO CONHECIMENTO.
DA RUSSIA SE OUVIU A VOZ DA CLASSE PRODUTORA DE TODO O VALOR QUE EXISITE NO MUNDO. E A BURGUESIA E SEU ESTADO VIRAM QUE NÃO SÃO ETERNOS.

ERA 1917:
MULHERES E HOMENS TRABALHADORES PARARAM AS FÁBRICAS, CRUZARAM OS BRAÇOS.

É GREVE GERAL TAMBÉM NO BRASIL!
PARA QUE AS MULHERES NÃO TENHAM QUE PARIR SEUS FILHOS NO MEIO DAS MÁQUINAS.
PARA QUE NOSSAS CRIANÇAS BRINQUEM E NÃO SEJAM OBRIGADAS A TRABALHAR.
PARA QUE A VIDA NÃO SEJA PRODUZIR, PRODUZIR E PRODUZIR PARA O PATRÃO.
COM AS MÁQUINAS PARADAS, REDUZIMOS A JORNADA,
E A BURGUESIA E SEU ESTADO DE NOVO VIRAM QUE NÃO SÃO ETERNOS.

É 2017:
100 ANOS SE PASSARAM.
E A BURGUESIA E SEU ESTADO AGIRAM PARA ATACAR AS CONQUISTAS DE NOSSA REVOLUÇÃO.
100 ANOS SE PASSARAM E O CAPITAL E SEU O ESTADO COLOCARAM SEUS EXÉRCITOS E MILITARES PARA NOS FERIR E MATAR.

MAS NÃO PODIAM MATAR A TODOS NÓS.

100 ANOS SE PASSARAM.
E O CAPITAL E SEU ESTADO TENTAM EXTERMINAR OS DIREITOS QUE NA LUTA GARANTIMOS.
QUEREM EXTERMINAR NOSSA DIGNIDADE.
MATAR NOSSAS CRIANÇAS E JOVENS NAS GUERRAS E NAS PERIFERIAS.
NOS MATAR ATRAVÉS DAS PÉSSIMAS CONDIÇÕES DE TRABALHO.

MAS NÓS ESTAMOS AQUI.
CONTINUAMOS A SER A CLASSE PRODUTORA DO VALOR QUE NÃO BROTA ESPONTANEAMENTE DAS MÁQUINAS E ROBÔS.
SÓ SE PRODUZ VALOR COM NOSSO TRABALHO, SUOR E SANGUE.
100 ANOS SE PASSARAM

E O TEMPO GRITA: É HORA DE GREVE GERAL
É HORA DE DIZER: MEU SALÁRIO, MEU DIREITO, MEU EMPREGO NÃO SÃO PRESENTES SEUS, BURGUÊS.

É TEMPO DE REVOLUÇÃO!
MINHA VIDA, MEU TRABALHO NÃO VÃO SER MERCADORIA DO CAPITAL.
MEU DESEJO, MEU AFETO, NÃO VÃO SER PROPRIEDADES DA SUA MORAL E DE SEU ESTADO, CAPITAL.

100 ANOS SE PASSARAM E NÓS ESTAMOS AQUI.
PARA FAZER A GREVE GERAL QUE GARANTA NOSSOS DIREITOS.
PARA CONCLUIR A TAREFA DA REVOLUÇÃO.
E DE UMA VEZ POR TODAS EXTERMINAR O CAPITAL E SEU ESTADO.

HÁ DE CHEGAR O SEU FIM, BURGUÊS.
NÃO SIMPLESMENTE POR NOSSA VONTADE.
MAS SIM POR NOSSA LUTA,
QUE NOS TRARÁ OUTRAS MANHÃS CHEIAS DE SOL E DE LUZ.
NUMA SOCIEDADE EM QUE SER DIFERENTE NÃO SEJA SER DESIGUAL.
NUMA SOCIEDADE QUE DE CADA QUAL SEGUNDO SUAS CAPACIDADES E A CADA QUAL SEGUNDO SUAS NECESSIDADES.

UMA SOCIEDADE SOCIALISTA.

Fotos da manifestação do dia 10 de novembro:

CAMPINAS

VINHEDO

BAIXADA SANTISTA

IPATINGA

BLUMENAU

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