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GREVE NA UNILEVER É EXEMPLO DE QUE SE NÃO TIVER LUTA, OS PATRÕES VÃO AVANÇAR CONTRA OS DIREITOS, SALÁRIOS E EMPREGOS

A multinacional Unilever, que é dona de mais de 400 marcas na área de higiene pessoal, produtos de limpeza e alimentação e que segue adquirindo mais fábricas no Brasil e no mundo, demitiu mais de 100 trabalhadores para avançar na terceirização, inclusive da produção.

A greve na fábrica, que durou 19 dias, denunciou que o objetivo da direção da Unilever ao terceirizar a logística e avançar em outros setores é seguir com a demissões e diminuir os salários e os direitos dos trabalhadores.

A Unilever, que já tinha contratado uma das maiores empresas terceirizadas instaladas no país, a DHL, fez de tudo para acabar com a greve: colocou a Polícia para reprimir o movimento e no Judiciário impôs as demissões que não vão parar se a não tiver luta.

Os representantes da empresa já anunciaram que sua intenção é demitir mais e os trabalhadores contratados pela DHL já sentem na pele o que significa a terceirização: a Unilever demitiu quem tinha média salarial de R$ 4.000,00 para rebaixar os salários pagando em média apenas R$ 1.200,00.

A luta não acabou.

A luta dos trabalhadores junto com o Sindicato contra a terceirização foi um exemplo da resistência que precisa se ampliar contra os ataques dos patrões que vão seguir com as demissões e tentar acabar com nossos direitos através da reforma trabalhista que começa a ser colocada em prática a partir do mês que vem.

Então vamos nos manter juntos e fortalecer a mobilização, pois juntos e firmes com a participação de todos, não tem repressão da Polícia, intervenção do Judiciário e pressão de patrão que barre a força da nossa luta!

Link permanente para este artigo: http://www.intersindical.org.br/2017/10/27/greve-na-unilver-e-exemplo-de-que-se-nao-tiver-luta-os-patroes-vao-avancar-contra-os-direitos-salarios-e-empregos/