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Fruto da denúncia do Sindicato dos Metalúrgicos de Campinas/Intersindical Operação Hipócrates segue!

Com informações da agência de Notícias da Policia Federal

A Polícia Federal e o Ministério Público Federal deflagraram nesta segunda-feira (11/09) a segunda etapa da operação Hipócritas, com o objetivo de coletar provas do envolvimento de novos suspeitos e empresas identificadas na primeira fase da operação.

Policiais Federais e Procuradores da República cumprem seis mandados de busca e apreensão e cinco mandados de condução coercitiva, nas cidades de Sorocaba, Valinhos, São Caetano do Sul e São Paulo, todos expedidos pelas 1ª e 9ª Varas Federais de Campinas.

A investigação revelou que alguns médicos assistentes técnicos, financiados pela parte (geralmente as empresas rés) e por vezes contando com a intermediação de advogados, ajustavam o pagamento de vantagens indevidas a médicos peritos judiciais para emissão de laudo pericial favorável à parte interessada. Em grande parte dos casos há evidências de que os médicos peritos judiciais solicitaram, aceitaram e/ou receberam os valores oferecidos e, por conta disto, beneficiaram a parte (geralmente empresa) que providenciou a propina.

A primeira etapa da operação foi deflagrada no dia 31/5/2016, com o cumprimento de 3 mandados de prisão preventiva, 40 de condução coercitiva e 52 de busca e apreensão.

Com a análise do material apreendido, foram descobertos indícios de que diversas empresas de grande porte foram beneficiadas pelo esquema, dentre elas multinacionais alemãs, japonesas, italiana, irlandesa e mexicana, de variados setores da economia (metalurgia – especialmente do setor automotivo e de eletrodomésticos -, têxtil, alimentos, transportes, etc.).

Dentre os alvos está uma médica de Sorocaba que vinha sendo nomeada perita pela Justiça em substituição a médicos peritos investigados na primeira etapa da operação.

Os investigados poderão responder, de acordo com a participação de cada um, pelos crimes de associação criminosa, de corrupção passiva, de corrupção ativa e de lavagem de dinheiro, com penas de 1 a 12 anos para cada crime, sem prejuízo de outros delitos que forem identificados na investigação.

O nome da operação faz alusão ao juramento de Hipócrates, feito por todos os médicos ao se formarem, no qual prometem exercer a medicina honestamente e não causar mal a outrem, e também ao comportamento de muitos dos investigados que, em grupos de debates, manifestavam-se contra a corrupção de agentes públicos e políticos, mas que cometiam atos de corrupção nas perícias médicas que realizavam.

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