[Metalúrgicos em Gravataí] Novos ataques das empresas e da direção pelega do sindicato contra os trabalhadores. O caminho para garantir nossos direitos é nos unir.

Os pelegos que estão na direção do sindicato começam a campanha salarial de Gravataí com o mesmo discurso do patrão

A data-base da campanha salarial de Gravataí é setembro, exceto para os trabalhadores do complexo industrial da GM que é em abril.

Logo de saída, os pelegos que estão no sindicato já vêm com o velho discurso (vestido de “novo”) de que as empresas de Gravataí estão em crise. Nós da Oposição, defendemos que as atenções deveriam se voltar para os problemas dos trabalhadores e não para as empresas, pois quem está pagando pela crise somos nós, com demissões, salários baixos, Programa de Participação nos Resultados (PPRs) vergonhosos e más condições de trabalho nas fábricas. Ao mesmo tempo em que os pelegos dizem que são contra a retirada de direitos, na prática fazem acordos como o PPE (Programa de Proteção ao Emprego), que reduzem salários, e o LAYOFF, que faz o trabalhador pagar seu próprio salário através do FAT(Fundo de Amparo ao Trabalhador) e ainda o deixa sem o direito ao seguro-desemprego na hora da demissão. Esses mesmos pelegos escondem que, na verdade, a Força Sindical defende e até propõe a Reforma da Previdência.

Contra toda essa farsa, convocamos os metalúrgicos de Gravataí que se juntem a nós para disputar o sindicato nas eleições sindicais. Só derrotando os pelegos que hoje se encontram na direção da entidade é que conseguiremos trazer de volta o sindicato para as mãos dos trabalhadores, fazendo dele uma ferramenta da nossa luta. 

GM e Sistemistas: aumentam a produção por trabalhador, a jornada, as lesões e o assédio moral, e diminuem o Programa de Participação nos Resultados (PPR)

 

Negociações de PPR
Ano
Meta de prod
Quantidade de trabalhadore*s
Valor reivindicado
Valor acordado
Carros produzidos por trabalhador por ano*
2013
313,5 mil carros
3800
15.355,00
9.650,00
83
2014
330 mil carros
3400
13.000,00
10.000,00
97
2015
285 mil carros
2400
11.700,00
7.300,96
101
2016
235 mil carros
1600
10.700,00
7.217,55
147

(* números aproximados, já que as empresas escondem propositalmente essas informações)

O que podemos ver na tabela é que mesmo com uma diminuição na produção nos últimos 2 anos houve um aumento, enorme, da margem de lucro da GM, às custas de demissão em massa e aumento do ritmo de trabalho. Ou seja, na GM/Sistemistas estamos TRABALHANDO MAIS e RECEBENDO MENOS! E as empresas lucrando muito, muito mais por cada trabalhador.

Em 2013 cada trabalhador produzia aproximadamente 83 carros por ano, sem receber nem sequer o valor de 1 carro por ano. Mas  em em 2015 piorou! Cada trabalhador produziu 101 carros, mesmo com férias e layoff. Para este ano, pelas demissões em massa que já aconteceram terá um aumento de 50% da produção por trabalhador (cerca de 147 carros por trabalhador)  e mesmo assim os pelegos da Força Sindical fizeram um acordo com a GM para diminuir o valor do PPR que vamos receber! Baita acordo (pro patrão)!

A direção do sindicato fez um jornal e distribuiu nas outras fábricas dizendo que conseguiram um adiantamento de 8 mil na GM. Por que não falam nada da demissão em massa que aceitam bem quietinhos? Por que não falam que fizeram acordo pra gente trabalhar por 2 e receber o menor PPR dos últimos anos?

Trabalho ao ar livre

Mesmo nas madrugadas mais frias os colegas do reparo tiveram que colocar farol nos carros fora do espaço fechado ou coberto. Mais uma vez a GM mostra  como é o trato do Capital para com os trabalhadores: é desumano.

Aumento da jornada de trabalho sem receber no fim do mês. 

Mais uma grande mentira da atual direção do sindicato, que a jornada de trabalho é de 40 horas. No acordo coletivo assinado em nosso nome e pelas nossas costas está escrito que a jornada deve ser de acordo com as necessidades da empresa, por isso que mais uma vez foi aumentada em 1 hora a jornada de trabalho. Sem contar que alguns setores, como Fabricação de Componentes, os colegas tem trabalhado todos os sábados debaixo de muito assédio moral do líder.
Esse aumento da jornada não está sendo pago, pois está indo para o banco de horas (outro “bom” acordo feito pelo Quebra-Peão e demais puxa-sacos da GM). Além disso os trabalhadores que estão fazendo cerão até 1:40h não tem transporte, tendo que ir com seu próprio carro, e no Centro Médico só tem médico até as 21h.

 

Devolução dos descontos do PPR e dissídio

A direção do sindicato decidiu que não vai mais devolver os descontos para quem é sócio do sindicato. Mas sobre como utilizam esse dinheiro eles não falam nada! Os sócios querem saber: Para onde vai nosso dinheiro!?

 

Empresas proibem trabalhadores de comer

Na Perto, na TDK e em outras empresas metalúrgicas de Gravataí não há intervalo para lanche e é proibido comida no setor, o que obriga os trabalhadores a se esconder para comer, ou para tomar um café que é necessário para aguentar a jornada de trabalho, muitas vezes repetitiva e monótona, o que leva a ter muito sono. Sabemos que esse não é um caso isolado, acontece em varias fábricas de Gravataí.

Em vista de não perder nem um minuto da jornada de trabalho, os patrões não dão nem cinco minutos de intervalo para o café. Os trabalhadores são obrigados a tomar seu café no meio das máquinas, sem parar de trabalhar, ou em lugares insalubres, pois para o patrão cada minuto parado é dinheiro que ele deixa de lucrar. São os trabalhadores mais uma vez pagando com a sua saúde a sede insaciável do Capital por maiores lucros.

 

Patrão caloteiro + Direção pelega do sindicato = Prejuízo aos trabalhadores.

A justiça decretou a falência da SM Metalúrgica e da Sudmetal Indústria metalúrgica (ambas do grupo Sudmetal).
Cabe lembrar que essas empresas deram sumiço nos seus bens como, máquinas, equipamentos e ferramentas no sentido de consolidar o calote aos trabalhadores (afirmando que não tem dinheiro para pagar o que está devendo) e, em nenhum momento, os pelegos que estão no sindicato se manifestaram denunciando essas falcatruas aos órgãos competentes, nem fizeram um enfrentamento mais direto junto com os trabalhadores.
Quem fez tais denuncias ao MP, à Justiça Cível e ao MPT foram os trabalhadores organizados na Oposição, juntamente com os demais trabalhadores. Informamos que há um processo de ação coletiva em andamento, aberto pelo MPT contra o grupo Sudmetal, e isso é fruto das nossas denúncias. Acompanhe o processo pelo site do TRT pelo número 0020148-85.2014.5.04.0234

 

DANA reduz salários e PPR com o aval dos pelegos que estão no sindicato. 

Depois de demitir em massa no começo do ano, a DANA faz novo ataque as trabalhadores impondo o  “Programa de Proteção ao Emprego (PPE)” com,  agora, um corte nos salários ainda maior chegando a 25%; corte esse que vai se estender ao 13° salário, nas férias e no FGTS. E se isso não bastasse, ainda reduziram o Programa de Participação nos Resultados (PPR), pagando aos trabalhadores em torno de R$ 1 mil a menos que no ano passado.

 

Inflação da cesta básica: 18,18% x Inflação INPC 9,55%

Enquanto a inflação da cesta básica nos últimos 12 meses na região metropolitana foi de 18,18%, a atual direção do sindicato está negociando a inflação pelo índice do INPC de 9,55%.

Sabemos que maior parte do nossos salários é gasto com alimentação, mas com essa negociação dos pelegos que estão no sindicato, poderemos ter um reajuste de quase metade do que deveríamos receber!!!
Segundo o IEPE (Centro de Estudos e Pesquisas Econômicas), a inflação na região metropolitana de Porto Alegre nos últimos 12 meses foi de: 11,98%. Segundo o INPC (índice oficial do governo calculado pelo IBGE) a inflação para o mesmo período foi de 9,55%.

A inflação é calculada a partir de uma longa lista de produtos, mas se pegarmos alguns produtos, por exemplo, carne, leite, feijão água, luz, transporte, moradia, veremos que a inflação destes produtos ficou bem acima da média.

Isso significa que a correção da inflação nos nossos salários depende de quais produtos nossa família mais consome. E portanto pode ficar bem acima dos 11,98%.

Ou seja, se o reajuste salarial for de 11,98% não poderemos continuar comprando as mesmas coisas no mercado na hora de fazer o rancho.
Ou continuaremos comprando, às custas de se endividar no cartão de crédito e cheque especial.

Já chega de um reajuste que não nos permite nem sequer fazer o mesmo rancho a cada mês!

Já chega de uma direção do sindicato que faz as negociações que beneficiam os patrões!