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Pelo 14° dia consecutivo, a categoria bancária mantém a greve contra a intransigência dos banqueiros

A crise e a política econômica também estiveram no centro do debate dessa greve que, de norte a sul do País, conta com a participação de trabalhadores dos bancos públicos e privados como um grito de basta às condições de trabalho e de salário.

A categoria bancária enfrenta no seu cotidiano de trabalho uma pressão insuportável que a obriga a vender uma infinidade de produtos de necessidades questionáveis – vital para turbinar os já altíssimos lucros da banca – através de um rigoroso programa de metas que se tornou o “modelo de gestão” do trabalho bancário.

Milhares de bancários e bancárias ocuparam as ruas nesses 14 dias para denunciar a propaganda bonitinha que os bancos fazem na TV. Um diz que nem parece banco, outro que é o Banco do Zé, Banco da Maria, outro que é o banco do Planeta. Para os grevistas, só se for o banco do planeta da especulação, do planeta da agiotagem.

Os mesmos bancos que ano após ano lucram bilhões e bilhões explorando os clientes, os funcionários, a população brasileira e sugando os recursos do tesouro nacional – via títulos da dívida pública – receberam agora do governo federal através da diminuição do imposto compulsório, a bagatela de R$ 160 bilhões para alimentar o “deus mercado” de crédito. Rapidamente, a banca mandou ver a comprar ainda mais títulos da divida pública ao invés de emprestar aos correntistas.

Pelo 14° dia os bancários se unem para resistir às determinações do Estado, através de sua justiça e de sua polícia, subordinado que é ao interesse patronal, que restringe profundamente o direito de greve já agredido pelos bancos na sua prática generalizada de ameaçar com demissão e outras punições quem se achar no direito de exercer esse direito.

No ar paira a ameaça de que a greve pode ir a julgamento na “justiça do trabalho (?)”, o que seria absolutamente indesejável. Mas paira também a sensação da vitória, econômica e política diante daqueles que duvidaram da capacidade dessa categoria de mais 420 mil trabalhadores resistir e lutar por seus direitos.
Por isso, a greve continua! Amanhã, quarta-feira, dia 22, um bom dia de greve para todos.

Viva o 15° dia de greve dos trabalhadores do sistema financeiro.
Eles estão na crise? Os bancários estão na luta!

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