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Campinas paralisa a produção em várias fábricas

Parte da estratégia dos trabalhadores, aprovada em assembléia no domingo, dia 24, no Sindicato dos Metalúrgicos de Campinas e Região, a semana foi marcada por paralisações na produção de várias empresas.

As mobilizações começaram na terça-feira (26) nas empresas do Grupo 3, Benteler e Valeo, ambas produtoras de autopeças totalizando cerca de 2600 trabalhadores parados.

Na quarta-feira (27), a paralisação foi na BSH-Continental, com cerca de 1700 trabalhadores, e uma empresa do grupo Bosch-Siemens, produtora de geladeira e fogão, em Hortolândia.

Quinta-feira (28), a paralisação de um dia de protesto, realizada pelos trabalhadores na LSL Logística, uma empresa terceirizada na Honda rendeu, no mesmo dia, a conquista de um reajuste salarial de 15%, a partir de 1º de agosto.
Também na quinta-feira, de manhã e à tarde, cerca de três mil trabalhadores da Foxconn e Ametek, ambas do Grupo 9, produtoras de componentes eletrônicos, e da Axe, do Grupo de Fundição, paralisaram a produção em todos os turnos e fizeram uma passeata pelo Centro e um ato de protesto na Praça do Cato.

Na sexta-feira (29), foi a vez do setor de produção de bombas de combustível, da Bosch, permanecer parado por 1 hora e meia.

Na terça-feira (2), os cerca de 2000 trabalhadores do Complexo Samsung paralisaram a produção, desde às 7h. No Complexo estão a Samsung, a Costech e a Cellcom, todas produtoras de eletroeletrônicos, especificamente de telefonia celular.

Na quarta-feira (4), cerca de 1.500 mil trabalhadores da Honda, em Sumaré, 1000 da Toyota, em Indaiatuba, e 700 da Mercedes-Benz, em Campinas, decidiram paralisar a produção, no 1º turno, nas montadoras de veículos.
No total, a greve deve atingir cerca de 6.100 trabalhadores em todos os turnos. À tarde, haverá novas assembléias dos trabalhadores nas postas das fábricas (14h na Honda, e 16h30 a Toyota).
Na tarde de ontem, houve mais uma reunião de negociação entre o Sindicato dos Metalúrgicos e o sindicato patronal, o Sinfavea, em São Paulo.
Apesar do crescimento da indústria e de o lucro do setor automotivo ter sido recorde nos últimos 6 meses, os empresários apresentaram a proposta de reposição da inflação pelo INPC, aumento real de 1,25%, reajuste do piso de R$ 30,00, e de nenhuma possibilidade de gatilho, causando revolta entre os trabalhadores, que decidiram permanecer fora da fábrica por 24 horas.

Em São José dos Campos, os cerca de 9 mil trabalhadores pararam a produção da GM.

O objetivo é pressionar os patrões a aceitar as reivindicações apresentadas na pauta que foi entregue no dia 11 de julho. Além de Campinas, os trabalhadores das quatro bases que fazem parte da Campanha Salarial Unificada, Limeira, Santos e São José de Campos e respectivas regiões, também paralisaram a produção em indústrias de suas regiões, como a TRW, em Limeira, e a GM, em São José dos Campos.

Cecília
Departamento de Imprensa
Sindicato dos Metalúrgicos de Campinas e Região

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